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PS defende mobilidade suave na cidade mas com condições de segurança para peões

PS defende mobilidade suave na cidade mas com condições de segurança para peões
Fotografia DM

Redação

Publicado em 13 de novembro de 2024, às 09:32

Presidente da autarquia aponta o dedo a atitudes incorretas dos envolvidos.

O vereador do PS na Câmara de Braga, Ricardo Sousa, manifestou-se esta terça-feira preocupado com a estatística referente ao número de atropelamentos na cidade de Braga, sublinhando que os dados devem levar a uma reflexão.

No período antes da ordem do dia da reunião do executivo, o vereador socialista defendeu mesmo a adaptação do crescimento da cidade à mobilidade moderna orientada para a segurança dos habitantes.

«É preciso pensar a mobilidade suave, criando condições para que toda a gente se sinta segura quando anda a pé na cidade», advogou o vereador socialista Ricardo Sousa. Segundo sustentou, a questão das passadeiras «é só um detalhe». «De facto, nós temos que olhar rapidamente para um plano macro de cidade, não só nas escolas centrais, mas em todas as escolas e no percurso que leva as crianças das escolas às paragens dos autocarros», disse. Da mesma forma, o vereador da CDU, Nuno Reininho, deu conta da «preocupação muito grande» com os atropelamentos na cidade e sugeriu medidas como a colocação de passadeiras e a implementação de medidas de redução da velocidade em vias estruturantes.

O presidente da Câmara de Braga sustentou, por sua vez, que a «responsabilidade de muitos dos atropelamentos está diretamente nas partes envolvidas, muitas vezes por condutas incorretas dos peões, como se viu na passada sexta-feira num atravessamento numa zona de circulação de grandes velocidades que nem sequer foi numa passadeira. E, mesmo quando é em passadeiras, muitas vezes por comportamentos incorretos de quem conduz e de não respeito pelos direitos dos peões nessa matéria». Por isso, acrescentou, «a Câmara Municipal não é cúmplice desta situação».

Assim, Ricardo Rio defendeu que, para que se torne lícito os comportamentos de uns e de outros, a autarquia terá que tomar medidas. «Se calhar, temos de fazer barreiras que impeçam os atravessamentos, pode ser uma medida. Mas há situações que nunca ficarão resolvidas se não houver consciência dos condutores e dos peões», referiu.

O edil disse ainda que a implementação do metrobus (BRT) vai «condicionar a velocidade e criar regras» para circulação nas áreas centrais da cidade.