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Laboratório de Física na UMinho recebe verbas para dois projetos

Laboratório de Física na UMinho recebe verbas para dois projetos
Fotografia DR

Redação

Publicado em 14 de outubro de 2024, às 09:01

Continuará a participar em experiências do Laboratório Europeu de Física de Partículas.

O Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), com polo na Universidade do Minho, vai continuar a participar na ATLAS, uma das maiores experiências do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), depois de garantir um financiamento de 280 mil euros da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), anunciou a academia.

O LIP, com pólos também nas Universidades de Coimbra e Lisboa, faz parte do projeto ATLAS desde a sua criação, e este novo financiamento permitirá o desenvolvimento de dois projetos importantes no âmbito desta colaboração internacional.

Nuno Castro, coordenador do LIP Minho e membro da Colaboração ATLAS, sublinha que o grupo tem tido um papel relevante, nomeadamente no desenvolvimento de detetores de protões e na utilização de técnicas de deteção de anomalias com base em aprendizagem automática. 

«O nosso grupo especializou-se na procura de fenómenos raros e difíceis de detetar, usando técnicas de inteligência artificial para procurar novos fenómenos físicos com o mínimo de suposições», explicou o investigador.

A equipa nacional tem contribuído para áreas como a construção e operação de componentes do detetor ATLAS, a análise de dados para estudar o bosão de Higgs e o quark top, além de procurar evidências de novas partículas ou interações. O LIP está ainda envolvido no desenvolvimento de software e na formação de cientistas.

Localizado na fronteira fraco-suíça há 70 anos, o CERN possui detetores onde são identificadas as colisões de partículas produzidas pelo Grande Colisor de Hadrões (LHC). O túnel, com cerca de 30 quilómetros, acelera os protões, quase à velocidade da luz, nas duas direções, até que colidam. 

«É daí que extraímos informação e conseguimos retirar uma espécie de fotografias tridimensionais do que aconteceu após a colisão», revela o membro da Colaboração ATLAS.

Atualmente, o LHC está a entrar na sua terceira fase de operação, com um upgrade que permitirá recolher dez vezes mais dados do que nas fases anteriores.