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Alta Centralizada do Hospital de Braga disponibilizou camas de internamento seis mil horas mais cedo num ano

Alta Centralizada do Hospital de Braga disponibilizou camas de internamento seis mil horas mais cedo num ano
Fotografia Arquivo DM

Redação

Publicado em 09 de outubro de 2024, às 14:32

Um ano depois de entrar em funcionamento, passaram pelo serviço mais de dois mil utentes, enquanto aguardavam por transportes ou familiares.

Mais de seis mil horas foram poupadas, ao longo do último ano, na gestão de camas para o internamento de utentes, no Hospital de Braga. A Alta Centralizada, um sistema pioneiro em Portugal que arrancou em Braga, em outubro de 2023, tornou mais eficiente o processo da alta clínica dos utentes e rentabilizou o número de camas disponíveis.

O espaço da Alta Centralizada permite receber 15 utentes em simultâneo, cuja alta clínica tenha sido atribuída, enquanto aguardam pelo transporte ou familiares e acompanhantes. Um ano após entrar em funcionamento, este novo espaço deu resposta a cerca de 2.060 utentes, que ali permaneceram, em média, três horas. Este período permitiu antecipar a admissão de outros utentes.

“Habitualmente, a admissão diária é efetuada antes da alta do mesmo equivalente de utentes. Esta medida tornou eficiente a gestão das camas do internamento do nosso Hospital, disponibilizando-as mais rapidamente, de forma a poder atribuí-las a novos utentes, para a realização de atos programados ou urgentes”, explicou o Enfermeiro Diretor da ULS Braga, Gonçalo Alves.

O projeto concretizou resultados positivos para a instituição, por uma maior otimização de recursos, aumento da eficiência na ocupação das camas e, simultaneamente, uma significativa melhoria na humanização dos cuidados prestados.

A elevada procura e a necessidade de promover uma maior acessibilidade aos cuidados de saúde prestados pela Unidade Local de Saúde de Braga, reforçam a importância de dar continuidade ao projeto, que vem respondendo à taxa de ocupação média superior a 95%, no Hospital de Braga. Paralelamente, o projeto acompanha o cenário da emissão das altas clínicas, atribuídas, na sua generalidade, no período da tarde, e em alguns casos, já no período noturno. “A Alta Centralizada é uma medida eficaz para enfrentar uma situação complexa e multifatorial. Permite humanizar o processo em que os utentes e profissionais estão envolvidos, proporcionando-lhes maior conforto durante sua estadia”, acrescentou Gonçalo Alves.