A Assembleia Municipal de Braga votou, na sexta-feira à noite, favoravelmente a aquisição do edifício contíguo ao Theatro Circo por parte da Faz Cultura- Empresa Municipal de Cultura de Braga. A fração que é utilizada pelo emblemático Theatro bracarense, era, até ao momento, propriedade do Município de Braga, e passa agora a ser propriedade do arrendatário Faz Cultura, que sucedeu no mês de setembro à empresa Theatro Circo, tendo como primeiro grande desafio a realização de Braga 2025- Capital Portuguesa da Cultura.
O deputado do Bloco de Esquerda questionou o executivo municipal, afirmando que, para «poder votar este ponto em consciência», precisava de ver respondidas questões que não tinham ficado esclarecidas, nomeadamente «que finalidade tem dado o Faz Cultura à fração que está arrendada e que pretende adquirir» e «tendo em conta que a empresa que fez a proposta é a Faz Cultura e não a anterior empresa Theatro Circo, quem é o atual proprietário do edifício».
Questionou também se, «tendo em conta que as duas frações fazem parte do mesmo edificado, não seria possível integrar a fração que está em processo de aquisição no Theatro Circo, facilitando futuros processos de reabilitação e conservação do edifício quando necessários».
Terminou questionando ainda como é que a Faz cultura vai financiar a aquisição desta fração, «sendo público que a empresa Theatro Circo não tinha recursos para custear as obras de reparação e manutenção necessárias ao edifício, sendo aliás bem visível a necessidade de obras».
Foi o vereador do Urbanismo, João Rodrigues, quem respondeu à questão, argumentando, de forma sucinta, que o Município de Braga exerceu o Direito de Preferência sobre o edifício, tendo-se posteriormente realizado o contrato de arrendamento para fins não habitacionais com a Faz Cutura, que vem, entretanto, utilizando a fração.
«Entretanto, o Theatro Circo conseguiu financiamento para comprar a parcela ao Município. Portanto, é um negócio perfeitamente legítimo, simples de entender, que não tem nenhuma outra intenção que não seja colocar aquela fração nas mãos da empresa Faz Cultura, que é a utilizadora da mesma», argumentou João Rodrigues.
Recorde-se que a Faz Cultura é responsável pela gestão e programação dos equipamentos Theatro Circo e gnration e por projetos emblemáticos como a Braga Media Arts, Cidade Criativa da Unesco para as Media Arts e Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura 2025.
A Faz Cultura tem como missão prestar um serviço público no domínio da promoção da cultura e apoio à criação artística no concelho de Braga, promovendo o acesso das populações que habitam, trabalham e visitam o território a uma proposta cultural de qualidade, diversa e inclusiva.