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Cáritas de Braga acolheu 109 vítimas de violência doméstica no primeiro semestre do ano

Fotografia DR

Publicado em 09 de setembro de 2024, às 14:51

A Cáritas de Braga acolheu 109 vítimas de violência doméstica durante os primeiros seis meses de 2024, das quais 32 eram crianças e jovens que acompanhavam as suas mães.

Este acolhimento foi feito através da Resposta de Acolhimento de Emergência para Vítimas de Violência Doméstica da instituição, com janeiro, fevereiro e maio a registarem o maior número de casos, num total de 67 acolhimentos nesses três meses.

Raquel Gomes, responsável pelos serviços de apoio à vítima na Cáritas, destacou que as vítimas acolhidas apresentam um elevado grau de vulnerabilidade, necessitando de um espaço seguro para reorganizarem as suas vidas. Além do acolhimento de emergência, a Cáritas disponibiliza outros serviços de apoio, como o Espaço Igual, que acompanhou 126 vítimas durante o primeiro semestre, resultando em 671 atendimentos de apoio jurídico, psicológico e social.

Segundo Raquel Gomes, as vítimas relatam, na sua maioria, múltiplas formas de violência, com prevalência da violência física, verbal e psicológica. No caso das crianças e jovens, a violência psicológica é a mais frequente, muitas vezes decorrente da exposição a ambientes familiares violentos. Para estas vítimas mais jovens, a Cáritas disponibiliza um serviço especializado de apoio psicológico, através do qual 49 crianças e jovens foram acompanhados no primeiro semestre, num total de 264 atendimentos.

Raquel Gomes sublinhou ainda que as vítimas estão cada vez mais informadas sobre os seus direitos, o que tem levado a uma procura mais imediata pelos serviços de apoio. A responsável destacou também a importância do trabalho em rede entre instituições como a justiça, segurança, apoio social e proteção de menores, para uma intervenção eficaz no combate à violência doméstica.

Apesar da ausência de financiamento comunitário no início do ano, a Cáritas de Braga assegurou o funcionamento dos serviços, assumindo integralmente os custos. Raquel Gomes reforçou a importância de continuar a investir na prevenção da violência e na construção de uma sociedade mais igualitária e inclusiva, sublinhando que o apoio especializado é crucial para uma resposta adequada às vítimas.

A Cáritas de Braga tem também promovido atividades para empoderar as vítimas e mitigar os impactos da violência, assim como ações de sensibilização na comunidade para aumentar a consciencialização sobre o problema e promover a igualdade de género.