A derradeira noite da Noite Branca 2024 terminou em glória, com o coração da cidade a bater em autêntica taquicardia com os concertos de Pedro Abrunhosa e Bárbara Bandeira.
Em jeito de balanço o presidente da Câmara de Braga considerou a noite de sábado como «um extraordinário momento na cidade de Braga».

«Dentro daquilo que tem sido o espírito de outras edições da Noite Branca, houve uma participação extraordinária, um usufruir da programação diversa que a cidade tinha para oferecer em cada canto e que levou a que as pessoas se dispersassem por todas as artérias do centro histórico, num enorme mar de gente», considerou Ricardo Rio.
O autarca disse ao Diário do Minho que «houve grandes atuações, grandes concertos, grandes momentos de convívio, de diversão» e considerou que «isso é precisamente aquilo que se pretende neste evento, que a cultura seja uma alavanca para a alegria e para a felicidade das pessoas que nela participam».

Sem a ameaça da chuva a pairar, milhares de pessoas afluíram ao centro, enchendo não apenas os locais onde se encontravam os palcos, mas todas as artérias que a eles conduziram, transformando Braga, numa imensa “massa humana”.
Bárbara Bandeira ainda não tinha terminado o seu concerto no Palco Pópulo e já uma multidão se aglomerava na Avenida Central para dar continuidade à noite, assistindo ao concerto de Wet Bed Gang. Foram, contudo, ainda mais, os que permaneceram no Largo do Pópulo para assistir ao memorável concerto de Pedro Abrunhosa, que em Braga se reafirmou como, viajante, escritor e homem de palco por excelência.

Apesar da multidão nas ruas, que tudo indica terá alcançado, no fim de semana, um milhão de pessoas, como perspetivavam as forças de segurança, não se registaram problemas a este nível, demonstrando o sucesso de uma operação devidamente planeada.
Na antecipação, Ricardo Rio tinha já vincado que tratando-se de «uma enorme moldura humana a tarefa é salvaguardar o conforto e a segurança de todos para que este certame possa ser um momento de muito convívio e diversão».

Ao que foi possível apurar, a utilização dos interfaces de transportes de Braga, designadamente os TUB e a CP (para quem veio de fora) constituíram uma mais-valia para evitar levar as viaturas para o centro da cidade.
Mesmo assim eram incontáveis os veículos estacionados no centro, numa “operação” que começou muito cedo, já que muitas pessoas optaram por se dirigir para o centro da cidade muito cedo, assistindo à animação de rua e frequentando os programas que os espaços culturais disponibilizavam marcando já lugar para os concertos da noite.

Nos “palcos” Pópulo e Avenida Central houve mesmo grupos que se instalaram, marcando lugar logo a partir das 15h00, estendendo mantas e mochilas para assim reservar o seu espaço.

O dia de ontem ainda proporcionou muito espaço para a cultura e a diversão para toda a família e para todos os gostos, com destaque para o público que frequentou os espaços de diversão infantil e encheu o Palco Avenida, às 16h30, para ouvir Daniel Pereira Cristo em “Tradição em Novo Palco” .