A segunda edição do festival ESTEOESTE está a decorrer no Parque de S. João da Ponte acom uma programação que oferece concertos, DJ sets, atividades-juvenis, um mercado de criadores e um espaço de restauração.
A atuação do DJ Mazda Fiels, esta tarde, abriu o festival que apresenta um cartaz em que pontuam ainda nomes como Quadra, Isa Leen, St. James, Mestizana, Maison Vert, entre outros.
«Temos aqui muitos artistas emergentes, a cidade de Braga está a viver um momento muito feliz, muito criativo. E além de artistas, temos muitos coletivos, associações a fazerem coisas com qualidade e com valor», disse ontem ao Diário do Minho Francisco Quintas, da organização, no arranque do festival.
Organizado pela Associação Aubhaus em parceria com a Associação Bazuuca e com o apoio do Município de Braga, o evento tem como missão promover a produção musical que se faz em Braga.
«O objetivo deste festival é ser uma montra daquilo que se cria e que se produz ao longo do ano, projetos independentes de vários géneros com muita qualidade», disse o diretor da Associação Aubhaus.
O ano passado, o festival foi bem acolhido pela comunidade, com cerca de 3 mil pessoas a participar. Para esta edição, que decorre até ao final do dia de amanhã, os organizadores esperam conquistar mais público, tendo apara o efeito alargado o espaço do festival colocando um palco junto às piscinas da Ponte e outro no fundo do Parque.
O festival oferece ainda maior variedade de restaurantes no food market, mais opções de bares, e um mercado de criadores que apresenta dez projetos por dia, abrangendo artesanato, decoração, projetos artísticos e outras formas de arte independente.
Integra ainda atividades direcionadas aos mais jovens, na Ludoteca e ações organizadas por associações locais, como a UMAR e a Braga 25.
O ESTEOESTE, que apresenta esta noite os Maison Vert, Isa Leen e Wav.In, entre outros projetos, conta já com um público fiel que aprecia e segue artistas locais. E o facto da entrada ser gratuita é mais um motivo a favor.
«É ótimo ver estes festivais gratuitos com artistas da cidade. Já vim o ano passado e acho que é uma excelente iniciativa. Seria bom ver mais concertos assim ao longo do ano, não só no verão. A cultura deve estar presente em todas as épocas do ano», disse ao Diário do Minho Ricardo Batista, frequentador assíduo do festival.
Para este jovem, a cidade de Braga tem muitos espaços e oportunidades para a realização de mais festivais gratuitos durante o ano.
Catarina Mendes, outra entusiasta da música local, elogiou a diversidade do festival.
«Tenho muitos amigos a tocar aqui, então é uma forma de convívio e interação. O bom tempo ajuda, mas o mais valioso é que todos os artistas são da terra. Estou especialmente curiosa para ver o concerto dos Wav.In e o que o Lucas e o Mazda Fields, que vai tocar agora, têm preparado. Já estive aqui o ano passado e gostei muito, por isso voltei», disse.
O festival termina amanhã e com a atuação de Mestizana. Antes vão passar pelos palcos St.Jmaes Park , Quadra e outros projetos musicais.