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ESTEOESTE revela momento «muito criativo» da música emergente em Braga

Fotografia DM

Jorge Oliveira

Jornalista

Publicado em 09 de agosto de 2024, às 19:27

Festival decorre até ao fim da noite da amanhã no Parque de São João da Ponte

A segunda edição do festival ESTEOESTE está a decorrer no Parque de S. João da Ponte acom uma programação que oferece concertos, DJ sets, atividades-juvenis, um mercado de criadores e um espaço de restauração.

A atuação do DJ Mazda Fiels, esta tarde, abriu o festival que apresenta um cartaz em que pontuam ainda nomes como Quadra, Isa Leen, St. James, Mestizana, Maison Vert, entre outros.

«Temos aqui muitos artistas emergentes, a cidade de Braga está a viver um momento muito feliz, muito criativo. E além de artistas, temos muitos coletivos, associações a fazerem coisas com qualidade e com valor», disse  ontem ao Diário do Minho Francisco Quintas, da organização, no arranque do festival.

Organizado pela Associação Aubhaus em parceria com a Associação Bazuuca e com o apoio do Município de Braga, o evento tem como missão promover a produção musical que se faz em Braga.

«O objetivo deste festival é ser uma montra daquilo que se cria e que se produz ao longo do ano, projetos independentes de vários géneros com muita qualidade», disse o diretor da Associação Aubhaus.

O ano passado, o festival foi bem acolhido pela comunidade, com cerca de 3 mil pessoas a participar.  Para esta edição, que decorre até ao final do dia de amanhã, os organizadores esperam conquistar mais público, tendo apara o efeito alargado o espaço do festival colocando um palco junto às piscinas da Ponte e outro no fundo do Parque.

O festival oferece ainda maior variedade de restaurantes no food market, mais opções de bares, e um mercado de criadores que apresenta dez projetos por dia, abrangendo artesanato, decoração, projetos artísticos e outras formas de arte independente.

Integra ainda atividades direcionadas aos mais jovens, na Ludoteca e ações organizadas por associações locais, como a UMAR e a Braga 25.

O ESTEOESTE, que apresenta esta noite os Maison Vert,  Isa Leen e Wav.In, entre outros projetos, conta já com um público fiel que aprecia e segue artistas locais. E o facto da entrada ser gratuita é mais um motivo a favor.

«É ótimo ver estes festivais gratuitos com artistas da cidade. Já vim o ano passado e acho que é uma excelente iniciativa. Seria bom ver mais concertos assim ao longo do ano, não só no verão. A cultura deve estar presente em todas as épocas do ano», disse ao Diário do Minho Ricardo Batista, frequentador assíduo do festival.

Para este jovem, a cidade de Braga tem muitos espaços e oportunidades para a realização de mais festivais gratuitos durante o ano.

Catarina Mendes, outra entusiasta da música local, elogiou a diversidade do festival. 

«Tenho muitos amigos a tocar aqui, então é uma forma de convívio e interação. O bom tempo ajuda, mas o mais valioso é que todos os artistas são da terra. Estou especialmente curiosa para ver o concerto dos Wav.In e o que o Lucas e o Mazda Fields, que vai tocar agora, têm preparado. Já estive aqui o ano passado e gostei muito, por isso voltei», disse.

O festival termina amanhã e com a atuação de Mestizana. Antes vão passar pelos palcos St.Jmaes Park , Quadra e outros projetos musicais.