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BRT vai custar 150 milhões e obras vão arrancar em 2025

BRT vai custar 150 milhões e obras vão arrancar em 2025
Fotografia DR

Redação

Publicado em 03 de abril de 2024, às 10:43

Segundo confirmou Ricardo Rio

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, confirmou esta terça-feira, durante um evento no Palácio Nacional de Queluz, que as construções do sistema de BRT (Bus Rapid Transit) na cidade arrancam no primeiro semestre de 2025. O investimento total será de 150 milhões euros.

O autarca reforçou que o Município está “fortemente empenhado” na transição da mobilidade urbana no sentido de assegurar a sustentabilidade ambiental e contribuir para esse objectivo a nível nacional. 

“Se por um lado temos investido muito na renovação da frota dos Transportes Urbanos de Braga - com 40% da frota com veículos eléctricos -, criado uma oferta cada vez mais atractiva para a população e ser a empresa de transportes colectivos que mais cresceu em Portugal, existe ainda um longo caminho a percorrer e com objectivos muito ambiciosos para tornar o sistema de transportes ainda mais atractivo. É por essa razão que surge o sistema BRT que, pela sua modernidade, fiabilidade, frequência e rapidez de circulação, vai garantir maior atractividade, sobretudo na malha urbana onde serve a maior parte da população”

As diversas etapas deste projecto desde o Estudo Preliminar de Apoio à Decisão, em abril de 2021, da recolha dos Dados da Rede Móvel, em fevereiro de 2022, o Estudo de Procura para a Implementação do BRT, em novembro de 2022, da Contagem de Tráfego em 49 cruzamentos, em dezembro de 2022, e o Estudo de Inserção Urbana entre 2023 e 2024, Ricardo Rio destacou que a inclusão do projecto na última revisão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), possibilitou alocar 100 milhões de euros no BRT de Braga, valor que corresponde a 66,6% do orçamento do projecto - no total, são 150 milhões de euros -, que financiará a construção de duas das quatro linhas do BRT.

“Numa fase inicial a rede terá as referidas duas linhas e a extensão de 12,2 quilómetros, prevendo que se expanda posteriormente para quatro linhas numa extensão total de 22,5 quilómetros”, explicou.

Uma das linhas ligará o Minho Center à Estação de Caminhos de Ferro e a outra a Universidade do Minho e o hospital.

Posteriormente, prevê-se que o projeto se expanda para outras duas linhas, numa extensão total de 22,5 quilómetros.

Como próximos passos, Ricardo Rio adiantou que “neste momento vai ser lançado o concurso para o Estudo Prévio, ao qual se seguirá o projecto de concepção e implementação que terá a duração prevista de cerca de seis meses e, posteriormente, irá decorrer todo o processo de construção”.

Ricardo Rio falava à margem das ‘Jornadas Navegante’, que assinalaram o quinto aniversário da entrada em vigor do Passe Navegante.