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PS considera intervenção na Escola da Sé «avulsa e descoordenada»

PS considera intervenção na Escola da Sé «avulsa e descoordenada»
Fotografia Avelino Lima

Carla Esteves

Jornalista

Publicado em 27 de março de 2024, às 18:50

Em causa está também a falta de alternativas para o recreio das crianças

Os vereadores do Partido Socialista (PS) da Câmara Municipal de Braga consideraram hoje que o projeto de intervenção existente para a Escola da Sé é «avulso» e peca por «falta de coordenação». O grupo socialista reuniu no local com a coordenadora da Escola de Sé  e com o presidente da ssociação de Pais, num encontro aberto à imprensa.

Além das obras foi questionada a inexistência de uma alternativa para os recreios das crianças enquanto decorrer a intervenção, alternativa que para a Associação de Pais e para o PS poderia passar pela utilização provisória do terreno contíguo ao edifício escolar. A vereadora da Educação da Câmara de Braga, Carla Sepúlveda, já respondeu, dizendo que «esta não será uma alternativa imediata, pois esse espaço também teria que ser sujeito a obras, dando cumprimento a todos os requisitos legais».

Considerando esta visita de seguimento à visita anteriormente efetuada, no âmbito de um périplo pelas escolas do concelho, o  vereador Artur Feio mostrou-se satisfeito pelo facto de decorrer uma intervenção na escola, mas apelidou o projeto de «avulso», «sem enquadramento e  continuidade que permita pensar a intervenção no seu todo».

Artur Feio denunciou que o PS tem recebido emails por parte dos pais, mostrando-se «preocupados com a ausência de um espaço para as crianças brincarem», numa escola que «deve servir de referência pela procura, sendo um diapasão do edificado e dos equipamentos no concelho».

A coordenadora da Escola da Sé, Ana Maria Silva, adiantou que a escola tem atualmente 214 alunos, divididos por nove turmas, e que o edifício precisa efetivamente de obras, que «serão faseadas, a começar pela intervenção no telhado que irá colmatar o problema da humidade, da chuva e da ausência de climatização», devendo esta intervenção, bem como a instalação de muros, decorrer em tempo de aulas, relegando a pintura para o período de Verão.

Para a coordenadora  «os piores constrangimentos das intervenções são os recreios», tendo sido efetuado por professores e auxiliares um esforço para «dinamizar recreios diferentes».

«A Associação de Pais levou a Conselho Geral a proposta de desfazamento de recreios, que para nós é complicada porque metade da escola está em aulas e outra metade em recreio e há barulho», afirmou.

Artur Feio lamentou que a Câmara não aproveite o campo de jogos que existiu do outro lado da rua, e que foi destruído, porque vai haver a obra na Insula das Carvalheiras.

«Se o equipamento não fosse destruído e pudesse ter sido feita a intervenção enquanto este equipamento existisse, esta questão não se colocava», disse o vereador.

A Associação de Pais e e a coordenadora da escola apontaram, entretanto, como alternativa para o recreio o terreno contíguo à escola, virado para o Campo das Carvalheiras, e que já fez parte do recreio da escola, proposta esta que os vereadores do PS prometeram levar ao executivo.

Daniel Ferreira, presidente da Associação de Pais, avançou que a Câmara já respondeu, considerando que o espaço não reúne as condições de segurança necessárias.

A vereadora da Educação, Carla Sepúlveda pronunciou-se ontem sobre as obras, afirmando que a cobertura está neste momento a ser executada, decorrendo em simultâneo com as aulas. Mas apenas durante a pausa letiva do Verão é que as salas poderão ser intervencionadas por dentro.

Segundo a vereadora a empreitada dos muros não foi realizada em simultâneo porque a escola não comportava duas obras. A intervenção dos muros decorrerá em junho, altura em que a Componente de Apoio à Família (CAF) será assegurada «noutro espaço».

No que respeita ao recreio, Carla Sepúlveda mencionou a possibilidade de desfazamento de recreios, e disse que «o alargamento do recreio, no imediato, não será possível porque o espaço que eles querem que se alargue também necessitava de uma obra maior  e de proteção para que as crianças pudessem circular». Carla Sepúlveda diz que, para já, não possui dados que assegurem que este terreno já foi parte integrante da escola, tendo já pedido essa informação ao Património.