A Câmara de Braga deixou hoje a garantia da manutenção de um espaço verde arborizado nos cerca de quatro hectares da Quinta da Arcela, espaço que confina com a escola de Lamaçães e que se encontra em terreno público sob a tutela do Ministério das Finanças. Contudo, ao contrário do que estava inicialmente previsto, além do espaço verde, não vai nascer no local uma residência universitária, mas sim 27 apartamentos que serão disponibilizados para arrendamento a custos controlados.
A informação foi hoje avançada pelo vereador da Habitação, João Rodrigues, no final da reunião quinzenal do executivo, tendo o responsável acrescentado que a obra implica um investimento de 2,6 milhões de euros e será financiada pelo Programa de Recuperação e Resiliência, com um prazo de execução até 2026.
Uma vez que o projeto de reabilitação já se encontra em curso, João Rodrigues acredita mesmo que a obra poderá estar concluída antes do prazo limite.
Neste momento, o Município de Braga aguarda a transferência formal da propriedade da quinta por parte da Direção-Geral do Tesouro e Finanças para a CIM do Cávado, uma vez que os dois edifícios existentes no local já foram transferidos para propriedade do Município de Braga.
Só depois da transferência da propriedade do terreno, que posteriormente será transferido para a alçada do Município de Braga, é que poderá avançar-se com o parque verde, indo de encontro à vontade dos munícipes que encetaram várias iniciativas para dar conta da necessidade de proteger aquele espaço verde, evitando mais construção numa zona da cidade com elevada densidade urbana
Ainda no decorrer da reunião de Câmara desta segunda-feira, no seguimento da apresentação da a proposta para a abertura da consulta pública de votação do Plano Municipal de Ação Climática (PMAC-Braga), o vereador João Rodrigues deixou a garantia de que, na revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), a Quinta da Arcela está contemplada como espaço verde.
No que respeita aos futuros arrendatários dos espaços e confrontado com a possibilidade destes apartamentos virem eventualmente a destinar-se a suprir as necessidades habitacionais dos estudantes do ensino superior, o vereador da habitação adiantou que não se encontra ainda definido o perfirl dos destinatários dos apartamentos.
Adiantou, porém, que essa possibilidade não está posta de parte, pondendo o Município limitar as candidaturas a deterimnado público, nomeadamente jovens ou jovens casais.
O vereador deixou, porém, claro de que o parque será público «para usufruto de toda a população e não apenas dos futuros residentes dos apartamentos a construir».
Recorde-se que a possibilidade de construir uma resid~encia universitária na Quinta da Arcela, nomeadamente nos edifícios relativos ao refeitório e à antiga Casa do Guarda, que transitaram da esfera do Estado para o Município tinha sido outrora avançada, sendo a ideia oferecer uma solução a custos controlados, com preços mais acessíveis do que aqueles que estão disponíveis no mercado. Na altura a autarquia avançava já também com a decisão de transformar a Quinta da Arcela num parque verde público.