A cabeça de lista do LIVRE pelo círculo eleitoral de Braga às eleições legislativas de 10 de março, Teresa Mota, defendeu «a presença dos trabalhadores nos órgãos de administração das empresas», como forme de promoção da democracia no trabalho. A tomada de posição foi assumida no âmbito de uma reunião de trabalho com a Associação Empresarial do Minho (AEM), em que a candidatura apresentou o modelo económico que defende e que coloca o Estado a colaborar com os setores cooperativo e social e de forma especial com a Pequenas e Médias Empresas.
«Teresa Mota defendeu a necessidade de haver mais incentivos legais à criação de cooperativas e o seu apoio efetivo por parte do Banco de Fomento Público, a presença de trabalhadores nos órgãos de administração das empresas e a possibilidade de empresas autogeridas, de modo a que se faça um caminho para uma maior democracia no trabalho», disse, em comunicado, fonte da candidatura». Acrescentou a fonte que «só assim será possível atingir o valor do salário mínimo de 1150 euros até 2028 proposto pelo LIVRE e o aumento do valor do salário médio».
A nota de imprensa faz também saber que a cabeça de lista do LIVRE pelo círculo de Braga «defendeu também que é necessário estabelecer novas convenções de trabalho e a extensão do projeto-piloto da semana de quatro dias a mais empresas e setores públicos e âmbitos de atividade, dado os resultados positivos já obtidos na presente fase de experimentação».
No encontro com os empresários, o LIVRE apontou ainda a regionalização como sendo «crucial para o desenvolvimento justo e sustentável do país», ideia que «foi também favoravelmente acolhida pela AEM», refere o comunicado do partido.
Teresa Mota precisou que «o novo modelo de desenvolvimento preconizado pelo LIVRE assenta numa economia de cooperação e solidariedade, que promove o conhecimento, a inovação, a sustentabilidade ambiental e a coesão territorial ao mesmo tempo que se compromete com a justiça salarial e a gestão democrática das empresas».