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Braga teve a maior subida do país entre os grandes exportadores

Braga teve a maior subida do país entre os grandes exportadores
Fotografia

Joaquim Martins Fernandes

Jornalista

Publicado em 13 de fevereiro de 2024, às 10:32

Exportações renderam a Braga mais de cinco milhões por dia de calendário no ano de 2023.

O concelho de Braga teve em 2023 o melhor ano de sempre ao nível do volume das exportações, tendo registado a maior subida entre os concelhos mais exportadores do país. As vendas aos mercados externos ficaram muito perto de 1,9 mil milhões de euros, o que permitiu à maior economia do Minho consolidar o título de terceiro maior exportador do Norte, área em que as empresas de Vila Nova de Famalicão continuam a liderar. A contratar com o crescimento de Braga estiveram os concelhos de Lisboa e Setúbal, que perderam quase 18 por cento nas exportações face a 2022.

Qualquer coisa como 1884 milhões 521 mil 495 euros. É o valor global das exportações do concelho de Braga contabilizado pelo Instituto Nacional de estatística (INE) para o ano de 2023. Os dados oficiais, que são ainda provisórios, sinalizam uma subida da receita de 8,64 por cento face às exportações de 2022. É o melhor resultado de sempre registado pelas empresas exportadoras com sede em Braga e representa uma receita adicional de 149 milhões 909 mil euros face às vendas das exportações registadas de bens confirmadas pelo INE para o ano de 2022.

A evolução positiva de Braga divergiu a tendência nacional, que ficou marcada por uma descida das exportações superior a um ponto percentual. Nos 308 concelhos portugueArquivo DM ses, as exportações renderam em 2023 77,6 mil milhões de euros, cerca de mil milhões de euros que os 78,8 mil milhões faturados em 2022. No território continental a descida foi ainda mais acentuada (menos 4,39 por cento) o que resultou em menos quase 3 mil milhões de euros de receitas. Também nos 86 concelhos do Norte houve uma descida das exportações, embora ligeira, que fez a receita cair dos 27,15 mil milhões de euros, no ano de 2022, para 27,06 mil milhões de euros, no ano de 2023.

Concelho de Guimarães, que é o quarto maior exportador do Norte, teve perda de quase 11 por cento, perdendo 185 milhões face ao ano de 2022. 

No ano em que quase exportou 1,9 mil milhões de euros de bens transacionáveis, as empresas exportadoras de Braga consolidaram a posição de terceiro maior exportador do Norte. O “ranking” nortenho é liderado pelo concelho de Vila Nova de Famalicão, que viu as exportações subir 4,48 por cento, o que garantiu uma subida da receita em 119 milhões 376 mil euros, que passou de 2,66 para 2,78 mil milhões de euros.

Barcelos exportou menos 100 milhões de euros que nos ano de 2022.

Já o concelho da Maia, que é o segundo exportador do Norte, viu o volume de vendas aos mercados externos cair 6,51 por cento, com o valor a receita das exportações a descer de 2043 milhões de euros para 1,91 milhões de euros, segundo os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística. Lisboa, que é o maior exportador do país, teve uma decida de menos 17,82 por cento, com as receitas a caírem de 10,1 mil milhões de euros para 8,3 mil milhões de euros. O concelho de Palmela, segundo maior, perdeu 4,8 por cento das receitas das exportações, que passaram de 3,95 para 3,76 mil milhões de euros.