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Centenas saíram à rua em Braga para exigirem «mudança efetiva»

Centenas saíram à rua em Braga para exigirem «mudança efetiva»
Fotografia DM

Rita Cunha

Jornalista

Publicado em 01 de outubro de 2023, às 15:53

Manifestação pelo direito à habitação mobilizou população em várias cidades.

Centenas de pessoas saíram ontem à rua em Braga para exigirem um «pacote de medidas que efetivamente traga mudança» no que respeita o direito à habitação e mostrando-se contra «medidas “tapa-buracos” que não resolvem o verdadeiro problema».

Depois de uma concentração junto ao coreto, com exposição de cartazes, os manifestantes, de todas as idades, seguiram pelo centro histórico. “As casas são do povo. Abaixo a especulação”, “Queremos casas para viver”, “Nem gente sem casa, nem casa sem gente”, “Casa para todos” e “Construir alojamento estudantil” foram algumas das mensagens transmitidas nos cartazes. No final, houve um momento de “microfine aberto” para que todos tivessem voz.

«Gosto de pensar que vir para a rua tem algum impacto e que somos ouvidos (...). Está muito complicado em Braga e quero acreditar que, a partir das exigências que vamos apresentar na leitura do manifesto, algo possa sair daqui», disse Teresa Amorim, do Movimento Casa para Todos.

Segundo a jovem estudante, este problema da habitação é transversal a toda a sociedade, desde os mais novos aos mais idosos. «Este é um problema de todos e é por isso tão importante continuarmos a vir para a rua e usarmos a nossa voz para manifestarmos o nosso descontentamento e exigirmos um pacote de medidas que efetivamente traga mudança». Como exemplo, referiu os jovens estudantes deslocados que «não conseguem pagar as propinas e ter um lugar na residência universitária».

Na manifestação estiveram presentes elementos de vários partidos, como o BE e o PCP/CDU. O vereador da CDU pela Câmara Municipal de Braga manifestou a sua solidariedade para com a causa. «Este problema sente-se muito em Braga que está a crescer muito em termos populacionais e na qual se sentiu, nos últimos anos, um aumento das rendas e , agora, a subida das taxas de juro e o impacto que isso está a ter nas prestações da habitação», disse Vítor Rodrigues, lembrando que há já garagens que servem de habitação e que é «urgente a construção de mais habitação pública».