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Alunos com média de 20 valores incentivam amigos a «não desistir porque vale a pena»

Alunos com média de 20 valores incentivam amigos a «não desistir porque vale a pena»
Fotografia Avelino Lima

Carla Esteves

Jornalista

Publicado em 05 de setembro de 2023, às 09:55

Colégio D. Diogo de Sousa atribuiu prémio Monsenhor Elísio Araújo a oito alunos

  O Colégio D. Diogo de Sousa entregou ontem o Prémio Monsenhor Elísio Araújo a oito alunos que concluíram o ensino secundário e realizaram os exames nacionais de acesso com média de 20 valores exatos, ou seja, 200 pontos percentuais. Seis dos prémios foram atribuídos a estudantes que concluíram o secundário no ano letivo 22/23, sendo os dois prémios restantes atribuídos a duas alunas que o terminaram no ano letivo 21/22.

 Foi com uma enorme salva de palmas, bem demonstrativa da união da comunidade educativa, que os alunos premiados entraram no auditório do colégio, onde seriam agraciados com uma placa simbólica e um cheque de 1000 euros cada um. Durante a sua intervenção, o administrador do Colégio D. Diogo de Sousa, António Araújo, salientou o trabalho e a dedicação destes jovens, mas também o papel determinante dos professores que a eles se dedicam.

 Por seu turno, o diretor do Colégio, padre Cândido Sá, argumentou que o prémio atribuído reflete o trabalho dos alunos, dos professores e das famílias, que tanto se preocuparam com eles, e os acompanharam, atribuindo-lhes a responsabilidade de escolherem um curso e terem objetivos na vida. Cândido Sá vincou também que contrariamente ao estereótipo que se criou acerca dos alunos que obtêm estas médias e sobre o próprio Colégio «estes são alunos trabalhadores, mas que fizeram a sua vida normal e não se privaram de se divertir ou de socializar». «Fizeram desporto, divertiram-se e apesar de tudo foram-se dedicando e conseguiram estes resultados fora do normal. Estes alunos são bons bons no desporto, são jovens interventivos na vida do colégio, na comunidade e na sociedade em geral, participando em campanhas de solidariedade e na vida académica», argumentou. A este propósito recordou o «extraordinário envolvimento destes jovens no sarau cultural realizado este ano, que lhes permitiu «cimentar ainda mais os laços nas suas turmas». Ao palco do auditório subiram Ana Francisca Armada; Ana Rita da Silva Pinto; Duarte Luís Malheiro Duarte (representado pela mãe); Francisca Dias Vaz (representada pela mãe); Luís Sidónio da Silva e Mafalda Queirós da Cunha (ano letivo22/23). Foram t a m b é m premiadas Beatriz Silva Soares e Francisca Luísa (ano letivo (21/22). Instados pelo administrador do Colégio a dirigirem algumas palavras ao público, em especial aos colegas que ainda frequentam o ensino secundário, os “discursos” fluíram naturalmente e sem necessidade de ensaios, porque vieram diretamente do coração. As duas alunas que receberam o prémio relativo ao ano letivo 21/ 22 foram as primeiras a intervir, tendo Francisca Luísa incentivado os colegas a esforçarem-se para entrar na sua primeira opção de curso. A jove ingressou na Faculdade de Economia, na Universidade Nova e está a gostar muito do curso. Beatriz Soares recordou o colégio como «uma segunda casa», que frequentou desde os três anos de idade. Atualmente a frequentar o curso de Medicina, na Faculdade de Medicina do Porto,a jovem adiantou que duvidou muitas vezes sobre qual o curso a seguir, e recomendou aos colegas para nãos e deixarem intimidar pelas dúvidas. Mafalda Cunha Tasmbém frequentou o colégio desde os três anos, tendo ingressado no curso de Bioengenharia, na Faculdade de Engenharia do Porto. Dirigindo-se aos mais novos, a jovem incentivou-os a perseguirem os seus sonhos mesmo quando parece que não vale a pena continuar. Luís Sídónio Silva referiu-se à vantagem que os alunos do D. Diogo de Sousa revelam em relação aos demais «por poder estudar nesta casa que se destaca pelo corpo docente, pela sua orientação e qualidade» e agradeceu o papel da direção e administração do colégio. Coube ainda ao jovem desmistificar o “mito” de que os bons alunos não podem ter vida social e se dedicam exclusivamente ao estudo, relevando que é possível conciliar as duas vertentes. Ana Rita Silva Pinto, que ingressou em Medicina na Universidade do Minho, incentivou os presentes a seguirem o caminho que os orgulha e que sentem que é o correto. Também Francisca Armada, que representou Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Química, na Suíça, garantiu que «o esforço vale a pena ». Tendo ingressado em Engenharia Física no Técnico em Lisboa, a jovem reforçou que «um bom aluno não se dedica apenas ao estudo, mas também se dedica a si mesmo e aos outros, às suas paixões e hobbies».