O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, assumiram esta segunda-feira, dia 25 de julho, a decisão de abrir ao público a primeira fase do Teatro Romano do Alto da Cividade para usufruto da população, o que deverá ocorrer em 2025 com a realização, no local, do Grande Festival Internacional de Teatro e Ópera Clássicos (MITO). A decisão surgiu durante uma visita dos responsáveis aos trabalhos arqueológicos com vista à musealização do espaço, no âmbito do Dia Internacional da Arqueologia.
Os 35 alunos da licenciatura, mestrado e doutoramento em Arqueologia do Instituto de Ciências Sociais da UMinho, com o apoio de técnicos municipais, completaram mais um ciclo de trabalho no teatro e termas romanas do Alto da Cividade. O objetivo do projeto, visitado esta segunda-feira por Ricardo Rio e Rui Vieira de Castro, é colocar à vista a edificação do Teatro Romano localizado no alto da Cividade, no espaço contíguo às Termas Romanas. No contexto das escavações arqueológicas, o grupo de trabalho encontrou recentemente níveis associados ao fórum da cidade romana, a grande praça da cidade romana.
Durante a visita ao local, Ricardo Rio referiu que Braga é atualmente um verdadeiro “laboratório na área do património onde técnicos municipais, investigadores e alunos interagem para a salvaguarda, descoberta e musealização de Bracara Augusta”.
O município de Braga e a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho já investiram cerca de seis milhões de euros no Parque Arqueológico de Braga, através de obras ou estudos no Teatro Romano do Alto da Cividade, na Ínsula das Carvalheiras, nas ruínas da Rua Santo António das Travessas e no Convento S. Frutuoso, entre outros. O Teatro Romano do Alto da Cividade, o único a céu aberto descoberto no Noroeste Peninsular, foi descoberto em 1999.