twitter

Festival Vaudeville Rendez-Vous mostra em cinco dias o melhor do circo contemporâneo

Festival Vaudeville Rendez-Vous mostra em cinco dias o melhor do circo contemporâneo
Fotografia Avelino Lima

Carla Esteves

Jornalista

Publicado em 18 de julho de 2023, às 18:06

A oficina “Princípios dos Aéreos” deu o arranque para o festival

Braga abriu hoje as portas a mais uma edição do Festival Vaudeville Rendez-Vous, privilegiando, nesta abertura, a vertente formativa, através da realização da oficina “Princípios dos Aéreos”, dirigida por Sage Bachtler, nos jardins dos Museus dos Biscainhos. Em simultâneo, Guimarães, Barcelos e Vila Nova de Famalicão também se estrearam nas artes do circo contemporâneo, dando mote a um festival que se prolonga até sábado, e que concentra, em cinco dias, um total de 28 récitas de 11 espetáculos, incluindo uma estreia absoluta, em coprodução com o Vaudeville Rendez-Vous, e quatro estreias nacionais.

Cláudia Berkeley, co-diretora do Festival Vaudeville Rendez-Vous e do do Teatro da Didascália, revelou, ao Diário do Minho, que as oficinas inauguram o palco do Festival nas quatro cidades, apostando numa abordagem mais experimental, permitindo ao público o contacto com as técnicas circenses e com os   princípios basilares do circo contemporâneo e disciplinas inerentes. 
Em Braga,  Sage Batchler, da Companhia Oliveira e Bachtler, ajudou os jovens e explorarem a técnica da lira (arco) e do trapézio, dando o mote para as apresentações que, nos próximos dias, irão acontecer nas ruas de Braga, à semelhança do que sucederá nas três outra cidades minhotas.


Segundo Cláudia Berkeley, este ano tem sido «notável e cada vez mais expressiva a fidelização do público nas quatro cidades, mesmo em Barcelos, a cidade que acolhe o festival há menos tempo». «Esperamos, nada mais nada menos, que as pessoas venham e que se juntem a nós, pois trabalhamos o ano todo para este momento, que se concretiza em apenas quatro dias, e que usufruam, se divirtam e que seja um momento que, de alguma forma, os inspire para o resto do ano até voltarmos», resumiu a co-diretora do Festival.


Cláudia Berkeley vincou que, este ano em particula, o Teatro da Didascália focou uma parte da programação na reescrita de espetáculos. «Existe, tendencialmente, uma procura daquilo que é novo, o que é que as companhias estão a fazer, qual é a novidade.  E este ano nós focámo-nos em companhias que estão a reescrever criações antigas, ou então, a partir de objetos cenográficos de outros espetáculos para uma nova criação», contou.

Salientou que «o Festival também tem esta vertente de apoio à criação emergente, que é bastante expresso no programa, e é um festival que, só o facto de reunir quatro cidades para o mesmo fim,   já tem a sua singularidade».
Cláudia Berkeley explicou que além da internacionalização dos artistas, dimensão que aconteceu desde a primeira edição, tem havido igualmente uma aposta em trazer programadores de fora para conhecerem os artistas portugueses para lhes abrir a porta da internacionalização.
A esse propósito a Didascália tem apostado no projeto “Circus Link” um projeto colaborativo inovador que visa desenvolver a mobilidade .