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Câmara de Braga lança concurso público para musealização da Ínsula das Carvalheiras

Câmara de Braga lança concurso público para musealização da Ínsula das Carvalheiras
Fotografia DR

Diana Carvalho

Jornalista

Publicado em 07 de julho de 2023, às 11:41

A obra representa um investimento de 3,3 milhões de euros.

A Câmara Municipal de Braga prepara-se para lançar o concurso público com vista à musealização das ruínas arqueológicas da Ínsula das Carvalheiras e criação do Centro de Interpretação e área envolvente. O assunto vai ser analisado em sede de Reunião do Executivo Municipal, que se realiza na segunda-feira, dia 10 de julho, no gnration.

Depois de mais de 20 anos de investigação, a parceria entre o município de Braga e a Universidade do Minho concluiu o projecto que vai levar à valorização, musealização e à adequação à visita daquele conjunto arqueológico. A obra vai ter um prazo de execução de 18 meses e representa um investimento de 3,3 milhões de euros.

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, a Ínsula das Carvalheiras "vai ser um local de visita obrigatória e uma enorme mais-valia para a cidade". "Este será um espaço de fruição para aqueles que aqui residem e que, obviamente, poderão também desfrutar das condições muito interessantes que, no projecto, foram asseguradas para os moradores a para os habitantes da nossa Cidade", sustenta o autarca. 

 Afirmando-se como um instrumento de regeneração urbana, o projeto representa uma "aposta clara na valorização patrimonial e o testemunho de uma parceria sempre renovada com a Universidade do Minho". Por outro lado, acrescenta Ricardo Rio, a cidade vai passar a dispor de um parque verde na sua malha central, que vai ser fruível por todos os cidadãos.

Segundo a Câmara Municipal, "a Ínsula das Carvalheiras vai proporcionar uma viagem no tempo, com a entrada num Centro Interpretativo que terá uma dimensão moderna e tecnológica e com um percurso até ao interior deste espaço que constitui um importantíssimo legado romano". Para além da componente arqueológica, o projeto prevê a criação de um parque urbano anexo às ruínas, que vai deverá facultar um usufruto qualificado do espaço pelos cidadãos e o desenvolvimento de actividades culturais e de lazer. "A cidade passará assim a dispor de uma ampla área patrimonial musealizada e aberta ao público, que constituirá um equipamento de grande valor histórico e cultural, verdadeiramente emblemático da origem romana de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a oferta cultural da cidade", acrescenta a autarquia.

O projeto é da autoria de Alejandro Beltran-Caballero e Ricardo Mar, dois arquitectos com experiência na relação com a arqueologia e na musealização de vestígios romanos.