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Professor da UMinho coordena festival sobre literatura negra e policial ibérica

Professor da UMinho coordena festival sobre literatura negra e policial ibérica
Fotografia DR

Redação

Publicado em 15 de junho de 2023, às 16:29

O evento realiza-se a 17 e 18 de junho.

O professor Xaquín Núñez Sabarís, da Universidade do Minho, coordena a primeira edição da SELIC Criminal, inserida no Festival SELIC - Semana do Livro de Santiago de Compostela, na Galiza. O evento conta a 17 e 18 de junho com os escritores Francisco José Viegas, Francisco Moita Flores, Lorenzo Silva, Arantza Portabales, Diego Ameixeiras ou o guionista Pepe Coira, entre outros.

O objetivo desta secção da SELIC é que seja "dedicada exclusivamente a livros e a conteúdos audiovisuais do género policial e negro se consolide no futuro para ser uma referência na cultura ibérica neste segmento", refere a academia minhota, em comunicado.

“A Galiza é fértil pelos romances policiais de Domingo Villar, Pedro Feijoo, Arantza Portabales ou Diego Ameixeiras, que têm tido grande projeção no exterior, sendo traduzidos em diversas línguas. Também no audiovisual, onde séries sobre narcoficção como Fariña e Vivir sen Permiso, ou sobre o policial mais convencional, como O Sabor das Margaridas ou Rapa, atingiram uma grande audiência global”, enumera Xaquín Núñez. “Portugal também se afirma com as obras da escritora madeirense Ana Teresa Pereira ou os policiais de João Tordo, Francisco José Viegas (e o seu inspetor Jaime Ramos) ou Moita Flores, o qual é também roteirista e ex-inspetor da PJ; já no audiovisual, temos por exemplo a série da Netflix Rabo de Peixe passada nos Açores ou a coprodução luso-galaica Auga seca”, acrescenta.
 
O docente considera assim que se impõe um evento regular e consistente na Península Ibérica para promover e debater este género literário e propiciar o diálogo com os leitores, juntando outras expressões artísticas neste tema, como cinema, teatro ou banda desenhada. “A centralidade da leitura na SELIC faz com que seja um espaço idóneo para a sua promoção e projeção”, realça Xaquín Núñez.
 
"Há festivais reconhecidos no género, como as semanas negras das cidades de Barcelona, Gijon ou Getafe, mas na Galiza, apesar da grande produção criativa neste segmento, só havia encontros esporádicos ou segmentados", refere a UMinho. Com esta iniciativa, "pretende-se criar um evento com identidade, quer pela sua centralidade galega, quer pelo diálogo atlântico com Portugal, a lusofonia e a hispano-américa", sublinha o investigador do Centro de Estudos Humanísticos e professor da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas da UMinho.