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Museu de Braga ganha coleção no valor de 4 milhões de euros

Museu de Braga ganha coleção no valor de 4 milhões de euros
Fotografia DM

Publicado em 02 de junho de 2023, às 11:09

Diretora do Museu de Arqueologia, Alexandra Lima, vincou impacto da nova coleção na atração de visitantes e investigadores

A diretora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, Alexandra Cerveira Lima, revelou ontem que a coleção de 60 peças de arte antiga que o casal alemão Buhler Brockhaus doou ao museu bracarense «tem um valor de quatro milhões de euros, ao preço de mercado das obras» que integram a nova coleção permanente daquele que é o mais conceituado dos museus bracarenses. Acrescentando que algumas das peças «têm mais de cinco mil anos», Alexandra Lima não escondeu que ficou «muito impressionada com a generosidade do casal mecenas» que esteve ontem na cerimónia de apresentação da nova coleção do Museu de Arqueologia. Atribuídas ao museu apenas com a condição de ficarem patentes ao público, as peças «fecham um ciclo histórico» que remete para a antiguidade clássica. Composta essencialmente por exemplares da arte greco-romana, a coleção é vista quer pela diretora do museu, quer pela diretora regional da Cultura do Norte, quer pelo presidente da Câmara Municipal de Braga como «uma importante mais-valia» para a maior atratividade local, regional, nacional e internacional do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa.

Abrir novos espaços para mais exposições

 A responsável pela Cultura do Norte, Laura Castro, disse a propósito que a doação feita ao Museu D. Diogo de Sousa pelo casal Buhler Brockhaus é um «exemplo» de mecenato. «Portugal tem aqui um exemplo claramente extraordinário», salientou Laura Castro, notando que «a única exigência do casal mecenas é que as obras sejam expostas param serem fruídas pelo público». A diretora regional da Cultura do Norte aproveitou ainda a vinda a Braga para anunciar que a Direção que lidera está a trabalhar para que o Museu de Arqueologia possa alvo de intervenções financiadas pelo Norte 2030 que permitam a criação de novos espaços expositivos.