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AEMinho pede «bom senso, responsabilidade e compromisso de esforço partilhado» ao Governo

AEMinho pede «bom senso, responsabilidade e compromisso de esforço partilhado» ao Governo
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Luísa Teresa Ribeiro

Chefe de Redação

Publicado em 03 de abril de 2023, às 23:06

«Não é sério pedir aumentos de salários às empresas neste contexto de absoluta asfixia fiscal a que estamos votados»

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) pediu, hoje, «bom senso, responsabilidade e compromisso de esforço partilhado ao Governo».

Na sequência do apelo de António Costa para que o setor privado faça um esforço para promover subidas salariais, a estrutura empresarial afirma que «não é sério pedir aumentos de salários às empresas neste contexto de absoluta asfixia fiscal a que estamos votados. Não é sério porque não é viável. Apenas serve para fazer um número populista e irresponsável perante uma plateia vocacionada para ouvir este tipo de declarações irrefletidas».

«A AEMinho está na primeira linha do estímulo ao aumento de salários, mas com a consciência de que esse caminho tem de ser exequível e passa desde logo por um alívio objetivo e real da carga fiscal sobre o trabalho. Mais uma vez dizemos: aumentem a tributação dos lucros, mas reduzam a tributação sobre o trabalho», pode ler-se no comunicado.

Na nota de imprensa, a AEMinho afirma: «O Sr. Primeiro-Ministro que é o “CEO” do maior empregador do país, cuja receita não carece de qualquer produtividade, apenas de decisão administrativa de aumentos de impostos, deu aos “seus” funcionários um aumento médio de 3,9%, por sua vez as empresas portuguesas deram aumentos médios de 8%, sendo que as do Minho deram em média 9,75%. Não me parece que tenhamos lições ou recomendações a receber do Dr. António Costa nesta matéria».

A associação garante que «está sempre disposta a seguir o caminho do esforço partilhado entre empresas e Estado, com compromissos de parte a parte que garantam uma evolução sustentada e efetiva neste tema, sem populismos, sem oportunismos políticos»