Fotografia: DM

Moradores das Goladas de luto nas janelas prometem continuar a lutar até ao fim

A Associação de Moradores da Quinta das Goladas opôs-se ao abate de árvores e garantiu que a requalificação do pavilhão agrava a segurança.

José Carlos Ferreira
2 Out 2022

A Associação de Moradores da Quinta das Goladas foi na sexta-feira à noite à Assembleia Municipal garantir que não vai baixar os braços na luta contra a requalificação do Pavilhão das Goladas, primeiro com uma intervenção e depois com a exibição de um vídeo.

No período dedicada à intervenção do público, Ricardo Antunes falou em nome da associação e começou pelo corte das árvores. «Mais de dez árvores do espaço que rodeia o pavilhão das Goladas foram no passado dia 7 de setembro, abatidas. E é com profunda tristeza que os moradores veem agora um espaço despido, morto», disse. Segundo salientou, a associação quis ser ouvida e apresentou alternativas que nunca foram tidas em conta.

Ricardo Antunes sublinhou que a obra de requalificação, sem ter tido estudo prévio, «agrava a segurança local», uma vez que «está em causa a capacidade de socorro ao local em caso de sinistro». A Câmara de Braga, acrescentou, já foi alertada para a situação com a entrega de um relatório da autoria de um engenheiro especialista em projetos de segurança contra incêndios em edifícios. «Prosseguindo com a obra, conhecendo os factos, o Município de Braga assume assim todas as responsabilidades sobre as consequências de qualquer sinistro que possa acontecer», sustentou.

A associação, depois de apontar o dedo aos partidos políticos que, depois do tempo de eleições, acusam de deixarem de se preocupar com esta situação, afirma que há outras «atrocidades» a acontecer, como a aplicação de multas aos carros estacionados em locais onde sempre estacionaram, para os camiões passarem entre as 8h00 e as 18h00.

Com as obras em curso, Ricardo Antunes garntiu aos deputados que os moradores estão revoltados e que essa revolta não será silenciosa, prometendo que as ações vão continuar. A associação defende que o pavilhão deve ser integrado na Escola Artística Calouste Gulbenkian. Magoados com tudo o que está a acontecer, os moradores, vestidos de negro na sessão da AM, disseram que vão passar o luto para as janelas das suas casas. Para reforçar a mensagem, exibiram um vídeo.





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