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Escola de Medicina cria novo currículo para formar médicos

O novo plano de estudos da Escola de Medicina da Universidade do Minho será implementado já no próximo ano letivo, que arranca em outubro.

Rita Cunha
3 Ago 2020

O MinhoMD é o novo plano de estudos da Escola de Medicina da Universidade do Minho, o qual será implementado já no próximo ano letivo, em outubro, com o objetivo de formar os médicos de 2030. «Este plano inovador, o único em Portugal que permite um ano opcional aos alunos, está alinhado com a visão de ensino da medicina de instituições mundiais de topo», explica a Escola em comunicado.

«A prática da medicina está a mudar rapidamente e o ensino médico tem de acompanhar essa mudança. Esta transformação curricular resulta de uma reflexão profunda realizada nos últimos três anos sobre como vão ser os médicos em 2030 e quais serão as necessidades do sistema de saúde nessa altura. Envolvemos docentes, alunos e ex-alunos, pacientes, gestores de instituições de saúde, médicos e outros profissionais de saúde com o objetivo de criar um plano para formar médicos versáteis, multidisciplinares, dotados de elevada capacidade de raciocínio, excelentes comunicadores e com grandes capacidades humanas», afirma Nuno Sousa, presidente da Escola de Medicina da academia minhota.

A Escola de Medicina da Universidade do Minho cria assim um currículo mais diversificado e que permitirá aos seus estudantes terem mais autonomia na escolha do seu percurso.
«O Minho MD é altamente focado no estudante e permite aos alunos explorarem e desenvolverem todos os seus interesses e potencial. Os estudantes são responsáveis pela definição do seu próprio currículo, desenhando o seu percurso através de unidades opcionais (que constituem cerca de 20% do total), incluindo a possibilidade de frequentar unidades curriculares em áreas diversas, como a economia, a gestão ou a investigação biomédica, ou de participar em iniciativas de voluntariado, ou ERASMUS+», explica João Araújo Cerqueira, diretor do curso.
Além da flexibilidade e liberdade de cada aluno na definição do seu percurso, cada estudante terá um ano inteiro opcional que pode ser utilizado para construir conhecimento noutras áreas.

Os futuros médicos, com este novo currículo, vão também antecipar o contacto com a clínica desde a entrada no curso, já que os estágios clínicos iniciam-se no primeiro ano.
«Em vez de memorizar doenças (sinais e sintomas, meios de diagnóstico, tratamento e gestão do doente) e depois perceber se se enquadram nos sintomas do doente, o aluno aprende a pensar a partir daquilo que as pessoas transmitem numa consulta ou urgência, por exemplo. Ou seja, o raciocínio parte da queixa do doente e, a partir daí, o estudante deve chegar ao diagnóstico e ao tratamento – exatamente como os doentes que procuram auxílio nas unidades de saúde. Além de ser muito mais relevante para a prática médica futura, é também de referir que esta abordagem é muito mais próxima do modo como é realizado atualmente o exame de acesso às especialidades médicas», refere João Araújo Cerqueira.
O responsável destacou ainda esta mudança na Escola de Medicina e a sua importância: «mudamos porque, se ficarmos na mesma, não acompanhamos as necessidades das pessoas e a nossa missão é servir as pessoas», sustentou.





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