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PCP diz não compreender cancelamento da presença de livreiros na Feira do Livro

O partido diz que «nada justifica que os livreiros, alfarrabistas e editoras não possam voltar ao contacto com o público nas ruas da Braga».

Rita Cunha
8 Jun 2020

A Comissão Concelhia de Braga do PCP diz não compreender a ausência de livreiros na 29.ª edição da Feira do Livro a decorrer entre os dias 3 de julho e 3 de setembro, apenas em ambiente digital, contando com uma programação cultural em ‘streaming’ e uma plataforma online para a venda dos livros. «Nada justifica que os livreiros, alfarrabistas e editoras não possam voltar ao contacto com o público nas ruas de Braga, tal como acontece todos os anos», refere em comunicado.

A decisão da Câmara Municipal de Braga de manter o evento apenas em formato digital foi tomada face à atual situação de pandemia, de modo a «minimizar o risco de propagação» de Covid-19. Contudo, e considerando «legítima» a preocupação com a saúde pública, o PCP acredita que há condições para que o evento decorra no espaço público se tomadas as devidas precauções, pelo que «a programação cultural da Feira do Livro deste ano poderia «ser ajustada às condicionantes impostas pela pandemia, evitando grandes aglomerações em ambientes fechados».

«A Feira do Livro de Braga realiza-se ao ar livre, na via pública, em ruas com dimensão suficiente para permitir o necessário distanciamento entre expositores, bem como a circulação de público com a garantia de cumprimento do ajustado distanciamento físico», pode ler-se em comunicado.

Para além disso, «os agentes participantes na Feira do Livro dispõem anualmente de um módulo expositor próprio, individual, no qual seria possível garantir o cumprimento de todas as regras sanitárias determinadas pelas autoridades de saúde relativas à Covid-19».
O PCP lembra mesmo que já estão confirmadas as feiras do livro de Lisboa e Porto, «eventos de uma dimensão muito superior à Feira do Livro de Braga e com muitos mais milhares de participantes».

Nesse sentido, o PCP de Braga diz não compreender a decisão de cancelamento da presença dos livreiros nas ruas de Braga, «quando o município dispõe de todos os meios para garantir a segurança de todos os intervenientes». «Principalmente quando hoje, mais do que nunca, se justificam medidas de apoio a este setor cultural, depois de mais de dois meses com a sua atividade suspensa e de portas fechadas», sublinha.
Para o PCP, «esta decisão da Câmara Municipal de Braga é ainda mais incompreensível num contexto em que a própria é promotora de outros eventos na via pública, tais como as feiras e mercados».

Da mesma forma, continuam «o recente anúncio de que a Câmara Municipal de Braga licenciou a presença de comerciantes na Ponte de São João – o que não nos merece qualquer oposição – no âmbito da programação das festas de São João deste ano, vem evidenciar uma postura incoerente por parte da maioria PSD/CDS no executivo municipal», pode ler-se ainda.





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