Fotografia: Cedidas ao Diário do Minho por Elisa Lacerda

“Caixa Solidária” em Braga: «Deixe o que puder, leve o que quiser»

Solidariedade em tempos de Covid-19.

Nuno Cerqueira
19 Abr 2020

Já há dois locais em Braga com a “caixa solidária”, um movimento que nasceu em Lisboa via Nuno Botelho, um cidadão que se lembrou de pegar numa caixa, encher com alimentos e coloca-la num jardim para quem precisasse de uma ajuda alimentar.

Em Braga Elisa Lacerda queria ajudar, mas não sabia como. Ao ver o movimento da “caixa solidária”, que ganha cada vez mais força nos bairros de Lisboa, decidiu avançar em Real e São Vicente.

«Eu e o meu marido estamos em casa em teletrabalho há cinco semanas, trabalhamos mais que o normal nesta fase e ainda por cima temos uma bebé de ano e meio. O nosso tempo livre, apesar de estarmos em casa, não é muito. Com o surto do Covid-19 queríamos ajudar quem precisa e não sabíamos como. Ontem a noite quando vimos a reportagem da SIC, dissemos logo, vamos fazer isto. Hoje acordei, comprei duas caixas, juntei alimentos e até ao meio dia já tinha colocado as duas caixas», conta Elisa Lacerda a este jornal.

Para já são dois os locais onde estão as caixas. Uma em São Vicente, na rua das Pocinhas, no parque de estacionamento junto às escadas. O outro em Real, na rua São Jerónimo, Real, no banco de jardim no parque infantil.

«Coloquei as caixas em dois sítios que me dão muito significado, onde vivo atualmente com marido e filha, e na rua onde vivi a maior parte da minha vida», diz ainda Elisa Lacerda, esperando que mais cidadãos em Braga espalhem mais “caixas solidárias”.

A Associação de Moradores de Montélios e São Frutuoso disse a este jornal que «a iniciativa é excelente».

«É que ainda existe muita pobreza envergonhada», referiu Adolfo Reis, dirigente da associação.

Já Nuno Botelho, que teve a ideia enquanto tomava banho, espera que todo o país se encha de “caixas solidárias”.

«Acho que deviam fazer isto em mais sítios. E, se todos fossemos lá colocar, quem precisasse ia lá tirar e todos nos ajudávamos. É um gesto bonito e que mostra que há pessoas com um coração grande», apontou.

 





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