Fotografia: Avelino Lima

Festival Internacional de Órgão de Braga adiado

A organização prevê que o evento se realize ainda este ano.

Rita Cunha
13 Mar 2020

Estava agendado para o mês de maio, mas o surto de Covid-19, que colocou o país em estado de alerta, levou ontem a organização a adiar o Festival Internacional de Órgão para data ainda a ser definida consoante o evoluir da situação. «Procuraremos que aconteça logo que as condições melhorem, mas para já não podemos apontar datas, isto vai depender muito da evolução do surto», explicou a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga naquela que foi a conferência de apresentação do evento.

Para Lídia Dias, «seria um risco impensável» realizar este evento que decorre dentro de igrejas que «ficam sempre lotadas» dado o elevado perigo de contágio. Para além disso, alguns dos músicos presentes são de Itália, entre outros países, estando neste momento proibidos de viajar, para além dos riscos que tal ato significaria.
Segundo explicou a vereadora, também o programa delineado poderá sofrer algumas alterações no que respeita os instrumentistas presentes, já que alguns deles possuem uma agenda bastante preenchida, havendo sempre a possibilidade de não ser possível conciliar novas datas. Nesse caso, serão substituídos por outros.

Sabe-se, contudo, que o evento manterá o tema “Teclas e teclados”, reportando assim para a sua vertente educacional e de formação de públicos e aproximando os cidadãos da música. «Queremos dar a conhecer o instrumento e também o universo da música, este ano mostrando que não é apenas o órgão de tubos – que é o rei -, mas também outros instrumentos que usam teclas para produção de som, como o cravo, o harmónio, a celesta, o acordeão… alguns que para nós são absolutamente desconhecidos», explicou José Rodrigues, diretor artístico do festival.

Esta sétima edição também tem por objetivo assinalar os 250 anos do nascimento de Ludwig van Beethoven. Por isso, e caso o festival se realize ainda em 2020, tal como a organização prevê, o programa contemplará um espectáculo exclusivamente dedicado à sua obra. Para além disso, em todos os concertos será selecionada pelo uma obra da sua autoria para ser executada.

Uma outra novidade desta edição é a realização de uma exposição de instrumentos de música mecânica no Museu Pio XII. A decorrer ao longo do festival, esta mostra contará com a presença de alguns dos instrumentos em exposição no Museu de Música Mecânica, situado em Palmela.

Tal como nas seis edições anteriores, também esta servirá para a apresentação de mais um órgão recuperado. Desta vez será apresentado um órgão realejo construído em 1832 para a capela de S. João da Ponte e que passará a servir na Igreja de Santo Adrião.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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