Fotografia: Avelino Lima

Maior presépio ao vivo da Europa alerta para o maior drama mundial

Família síria que o Presépio de Priscos colocou em destaque é composta por 14 membros, entre os quais 4 crianças, e esteve refugiada na Turquia, antes de ser acolhida em Braga pelas Irmãs Hospitaleiras e pelo Colégio Luso Internacional de Braga.

Joaquim Martins Fernandes
15 Dez 2019

A inauguração do Presépio de Priscos, em Braga, ficou marcada pelo desafio à integração comunitária das dezenas de milhões de refugiados.

O destaque da abertura do maior presépio ao vivo da Europa foi para uma família de refugiados da Síria que foi acolhida na cidade de Braga e que o Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, apontou como «um exemplo» para a solução de um problema que o pároco de Priscos, João Torres, considerou ser «o maior drama mundial».

«A grande novidade do Presépio de Priscos deste ano foi a construção de uma ponte romana, que se assume como um desafio à construção de pontes que liguem civilizações diferentes e diferentes religiões. E o Papa, na Carta que escreveu ultimamente, “O Sinal Admirável”, diz que o Presépio tem grandes símbolos que precisamos de resgatar. E este presépio de Priscos vai nesse mesmo sentido: a ponte surge como uma interpelação e diz-nos que da Gruta de Belém surge a necessidade de construirmos pontes entre pessoas, entre as diversas nações e entre diferentes culturas», disse D. Jorge Ortiga, sublinhando «o simbolismo da presença de uma família de refugiados oriundos da Síria».

Para a líder da Igreja de Braga, o destaque que Priscos deu à família de 14 elementos que vivem na cidade, desde há dois anos, «é também um apelo à dimensão da universalidade do mundo em que vivemos» e que faz com que «o drama dos refugiados seja também um problema que não pode deixar de nos afetar a cada um de nós».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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