Fotografia: Avelino Lima

Jogos de tabuleiro chegaram à Universidade do Minho

O projeto resulta de uma candidatura ao orçamento participativo “Tu Decides!”.

Rita Cunha
6 Dez 2019

O Centro de Matemática da Universidade do Minho dispõe, desde hoje, de uma sala dotada com jogos de tabuleiro que prometem entreter os alunos desafiando-os, em simultâneo, a desenvolverem competências estimulando o raciocínio.

O projeto, denominado “Armário 65”, resulta de uma candidatura ao Orçamento Participativo “Tu Decides!” por parte da Associação Cidade Curiosa. Depois de uma sala criada para alunos na Escola Secundária Alberto Sampaio, segue-se agora a academia minhota. O espaço encontra-se dotado de jogos adaptados a cada uma das faixas etárias a que se destina. Neste caso, possuem um cariz matemático muito forte, pressupondo o delinear de estratégias.

«Há jogos que têm mesmo a categoria de jogos matemáticos, sem o fator sorte, e que desenvolvem muitas competências que são fundamentais para a matemática: o estar a pensar, o estara antever, o pensar em estratégias. O que fazemos nesta área também passa por aí: o pensar no que vem a seguir e em estratégias para abordar o problema», explicou Cláudia Araújo, docente do Departamento.

Também Alberto Pereira, presidente da Assembleia Geral da Cidade Curiosa, acredita que este “armário” na UMinho permitirá levar o projeto mais além e «fazer um estudo mais aprofundado sobre as potencialidades que o jogo de tabuleiro tem e utilizá-lo da melhor forma possível».

Na inauguração deste segundo espaço, tanto a Cidade Curiosa como o Departamento de Matemática da UMinho foram desafiados a desenvolverem, em conjunto, um jogo sobre a cidade de Braga. O repto partiu da vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Sameiro Araújo, segundo a qual estão reunidas as condições para este passo.

Para a docente Cláudia Araújo, trata-se de uma ideia «interessante», porém de difícil execução. «Mas os matemáticos não se retraem com problemas difíceis», disse.

Em breve, serão abertos outros “armários”, concretamente na Escola Secundária de Maximinos, na EB 2,3 André Soares, no Bairro Social das Parretas, no Mosteiro de Tibães e na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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