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“Coletes Amarelos” de vários pontos do Minho rumam para o nó de Infias

Braga é o destino dos coletes amarelos.

Nuno Cerqueira
20 Dez 2018

Nasceu em França e está agora em Portugal. O movimento “Coletes Amarelos”, que ganhou corpo nas redes sociais, vai invadir algumas zonas do Minho esta sexta-feira, uma manifestação que se prevê que tenha repercussão em vários pontos do país.

O movimento até já divulgou um mapa nas redes sociais onde são assinalados os principais pontos de concentração das manifestações programadas.

No Minho aquele que “ameaça” ter mais força será em Braga no “problemático” nó de Infias, apesar de no mapa divulgado apontar este nó na cidade de Guimarães. Aliás, são vários os movimentos de outros pontos do distrito de Braga (Guimarães, Barcelos e Famalicão) que mostram pontos de encontro para rumarem para a cidade de Braga.

O movimento de Barcelos já veio a público anunciar na rede social que se vão juntar à concentração de Braga. «Ontem na reunião ficou decidido juntarmo-nos a Braga. Sexta-feira às 05h00 no Estádio Gil Vicente para estarmos em Braga as 05h30», lê-se no grupo de Barcelos.

Também em Famalicão, outros dos locais onde estava previsto “amarelar” as ruas, o movimento também mostra intenção de seguir para Braga.

De Viana do Castelo, onde chegou a estar prevista uma concentração assinalada para a Praça da República (zona pedonal da cidade), são poucas as informações, mas tudo aponta que Braga seja também o destino.

Aliás, e como noticiou o Diário do Minho, a PSP de Braga tem estado em contacto com este movimento dos Coletes Amarelos de Braga.

O grupo define-se como «pacífico apartidário, sem fins lucrativos», e revela ainda o que está na base da manifestação, nomeadamente «a insatisfação com os variados problemas da atualidade do país».

Redução das taxas e impostos, o aumento do salário mínimo nacional, a revisão dos valores do subsídio de desemprego, rendimento mínimo e rendimento de inserção, a diminuição das disparidades nas pensões de reforma, a adoção imediata de medidas efetivas de combate à corrupção no Governo, na administração pública, nos serviços públicos, no setor empresarial e setor bancário são algumas das medidas que o Coletes Amarelos exigem.

Apelam ainda à reforma no Serviço Nacional de Saúde, através do fim da «prática antagónica existente entre as necessidades do doente e os lucros da indústria farmacêutica, entre o valor de uso e o valor de troca dos medicamentos, face ao poder de compra dos portugueses».

 





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