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Criatividade, exercício e novas tecnologias ajudam utentes a ultrapassar o rigor do isolamento

Criatividade, exercício e novas tecnologias ajudam utentes a ultrapassar o rigor do isolamento
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Publicado em 09 de abril de 2020, às 23:41

Notícia integra reportagem do Diário do Minho sobre reação do Projeto Homem à pandemia da Covid-19

Sujeitos a um confinamento social rigoroso, que obrigou à suspensão absoluta do contacto direto com familiares e amigos, as seis dezenas de utentes que estão internados na Comunidade Terapêutica do Projeto Homem, em Braga, vivem agora um quotidiano marcado pela criatividade individual e das equipas técnicas, pela prática do exercício físico e mental e pelo recurso às novas tecnologias de comunicação para o contacto "direto" com a rede de relações que têm de ficar à distância. Para poder continuar a cumprir a sua missão e manter todas as respostas ativas, o Projeto Homem implementou um plano de contingência em todas as valências, a par de medidas extraordinárias. «Para conter e mitigar eventuais consequências destas circunstâncias excecionais, as saídas dos utentes ficam suspensas por tempo indeterminado, bem como todas as visitas e entradas de qualquer pessoa que não faça parte da equipa técnica», afirmou a socióloga Sara Leite, responsável pelo Departamento de Comunicação da Instituição Particular de Solidariedade Social ligada à Arquidiocesse de Braga. Famílias, voluntários e pessoas em estágios curriculares não entram nas instalações da instituição enquanto durar o período de distanciamento social, refere a especialista, acrescentando que, no seio da Comunidade Terapêutica, «foram ainda adotadas medidas de conduta social, evitando os cumprimentos, respeitando a etiqueta respiratória e medidas de distanciamento social». A redução do número de participantes em todas as atividades, sejam elas de caráter terapêutico, lúdico ou ocupacional, foi uma outra medida. «Para evitar a concentração de pessoas no mesmo local, foi criado um novo espaço destinado a servir de refeitório, separando, assim, os utentes em dois grupos, na hora das refeições», precisa a técnica. [Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]
Autor: Joaquim Martins Fernandes