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Uma noite (que se queria) épica

Escrever, para ser lido à sexta-feira, em semana de competições europeias condiciona à partida qualquer veleidade para abordar um jogo europeu que termina às 22h. Por isso, de manhã, como é hábito, escrevi o artigo para a coluna que o Diário do Minho me disponibiliza, mas quando o enviei tive o cuidado de informar que “estive para escrever um artigo antecipando o ÉPICO apuramento de logo mas... contive-me”. A resposta “se tal acontecer ainda vais a tempo de substitui-lo”, deu-me alento para iniciar um novo artigo antes de sair para o estádio, completando-o no final, independentemente do que sucedesse. Atendendo ao jogo (e resultado) da 1.ª mão (0-3) que acompanhei no decurso de uma visita de estudo e a que assisti maioritariamente no telemóvel, as esperanças para ontem eram reduzidas. No entanto, eis que, no final desta semana a nossa equipa jogando fora novamente, e contra um adversário que também andou pela Liga Europa, o despachou com “uma manita” (termo carinhoso usado em Espanha quando uma equipa vence por 5 golos). Assim sendo, como adepto fiel acreditei que tudo seria ainda possível. Perto das dezanove horas, no intervalo do jogo do SCP, depois de ouvir o Abel na SportTV dizer que “acredita numa noite épica, que pode acontece magia”… preparei-me e pouco depois, devidamente equipado e agasalhado, saí para o estádio com o telemóvel com carga suficiente para aguentar fotos, acompanhamento de apostas e escrita de texto no decurso e final do jogo. Para além disso, ia também animado com a ideia de “matar” saudades e festejar golos no momento em que eles acontecem. Estou inclusive tentado a iniciar uma petição via internet para que se acabe de vez com (a forma como funciona) este VAR em Portugal O jogo iniciou-se com um pontapé muito usado no rugby com a bola a ser atirada diretamente para fora por parte de um jogador do Marselha, para ganhar terreno, ou porque o treinador percebeu que nos lançamentos a nosso favor, a bola acaba invariavelmente nos pés dos adversários (assunto a rever, mister). Festejei o nosso golo sem temer o VAR nem esperar pela bola ao centro, o qual aconteceu após um bonita jogada iniciada por Raúl Silva e concluída por um dos manos Horta, o qual nos manteve crentes e animados, durante o intervalo. Veio a 2.ª parte e cada vez que eles se aproximavam da nossa baliza... a pedreira “tremia”… e Matheus brilhava. Aos 70 minutos tivemos oportunidade de ouro de os fazer t(r)emer também até aos 90, mas gorou-se. Não vencemos a eliminatória, o que a acontecer seria um momento épico para juntar a Sevilha ou à meia-final que nos levou a Dublin. No entanto, a exibição e a vitória serviram para limpar um pouco a má imagem deixada na 1.ª mão em Marselha, onde a eliminatória foi perdida. Passou justamente quem mais fez por isso, mas no final, ainda houve tempo para os nossos adeptos lembrarem aos do Marselha, a existência de umdeterminado jogador de nome Éder, que por sinal, também já foi Gverreiro. Venha o Tondela.
Autor: Carlos Mangas
DM

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23 fevereiro 2018