Recentemente, a Vigariaria Arquiepiscopal para a Celebração da Fé, lançou o repto para que haja uma maior uniformidade e rigor no reportório da música para a liturgia, mais concretamente, nas celebrações matrimoniais.
Sabemos que não é fácil a uniformização, principalmente no que toca às celebrações matrimoniais e de grupos juvenis.
É importante que da parte dos párocos, dos demais sacerdotes e responsáveis de grupos corais, tenham a preocupação de procurar ter uma formação mais ampla e contínua.
Outro aspeto importante e, aqui a arquidiocese tem feito esse trabalho, é a existência de uma sugestão dominical para toda a arquidiocese.
Quando falamos em Igreja, falamos em família de cristãos que se reúne para celebrar, contemplar, anunciar e proclamar a fé!
Em tempos de pandemia, a música pode e deve servir como meio de evangelização. Essa é a sua principal função! Ajudar a interiorizar a Palavra de Deus, que é sempre renovadora, desafiadora e despertadora da nossa fé!
Olhemos para a formação no que à música litúrgica diz respeito, como uma planta que vai crescendo.
Coloquemos no vaso de barro, que somos cada um de nós, a semente da vontade!
Depois, reguemos com a frescura da Palavra e, continuemos a regar essa semente, com a simplicidade de cada um!
Imagine estimado leitor, que o vaso parte. Faz ruído e dá trabalho a limpar e a recompô-lo, não dá?
É um desafio grande! Não é fácil escutá-Lo no ruído e na confusão!
A fé, também exige silêncio, serenidade e coragem!
Trabalhar o repertório litúrgico, também não é fácil. Exige compreensão, simplicidade e interioridade!
Temos como cristãos, de perceber que não é só a Igreja que se tem de adaptar. Nós também temos de nos saber adaptar!
Aliás, e pegando num cântico tão bem conhecido, nós somos as pedras vivas do Templo do Senhor.
Somos chamados a ir por todo o mundo e a proclamar o Evangelho.
Numa era digital, e em que as redes sociais são um instrumento útil sendo bem utilizadas, saibamos usufruir das mesmas, para anunciar o Evangelho através da partilha da música e da Palavra de Deus!
Vamos caminhando ao encontro do Senhor, com a abundância da melodia da Palavra!
Dizia Santo Agostinho, que cantar é rezar duas vezes! Não deixou, nem deixará de ser. Mas para que isso aconteça com verdade, é preciso disponibilidade, responsabilidade e maturidade!
Procuremos, como pedras vivas, ser suporte da Igreja de Cristo!
Saibamos ser uma Igreja que canta, que semeia a alegria e uma igreja convergente!
Autor: Jorge André Silva