Àmedida que envelhecemos, à medida que amadurecemos, temos mais claro os nossos objetivos na vida e onde queremos ir.Ir estudar para a universidade está-se a tornar cada vez mais popular entre os jovens portugueses. Toda a gente conhece o programa “Erasmus”, onde os estudantes escolhem outro país para fazer um semestre de universidade. Quando esse semestre no estrangeiro acaba voltam para casa.
No entanto, há aqueles que decidem estender a sua estadia, ou até, quem decide começar do zero noutro país. E foi isto que eu fiz.Estudar no estrangeiro é uma experiência que todos nós devíamos ter, independentemente do tempo. Tanto pelo conhecimento adquirido, mas também pela maturidade que se ganha com uma experiência destas.
No entanto, também pode ser algo muito assustador, estar longe de casa 3 anos, falar um idioma diferente do nosso e deixar a nossa zona de conforto. Depender de ninguém para além de nós.O meu nome é Sara Nunes, tenho 20 anos e estudo engenharia informática na VIA University, Dinamarca.
Eu sabia que queria estudar no estrangeiro desde que terminei o ensino secundário. Depois de muita pesquisa escolhi a Dinamarca. O que me levou a esta decisão foi o facto de, para além do ensino ser gratuito, ter também um dos melhores sistemas de Ensino do mundo, o terceiro para ser mais exata. Para além disso, a Dinamarca é considerada o país mais feliz do mundo, onde a educação prática é valorizada, aprender praticando e dar um significado útil a tudo o que é aprendido, reforçando a imaginação dos alunos e aprendendo através do trabalho em grupo principalmente.
Este método não é apenas realizado no sistema educacional, mas também no mundo do trabalho. Aqui está um exemplo claro, a minha empresa, Trendhim.
A Trendhim deu uma oportunidade a alunos de várias nacionalidades para fazerem parte da sua equipa para responderem às suas necessidades uma vez que queriam expandir-se pela Europa. Graças a esta oportunidade de trabalho, eu pude começar a minha carreira numa área diferente do que eu estudo. Isto mostra que na Dinamarca não se valoriza tanto o número de títulos que se possui, ou a área em que se é especializado, mas dá-se uma oportunidade a todos.
Quando eu decidi ir para a Dinamarca, nunca imaginei que iria acabar a trabalhar para uma empresa a falar o meu idioma. É uma grande responsabilidade a que tenho nas minhas mãos, visto que sou a pessoa responsável pelo mercado português para esta empresa. Eu e os meus colegas, todos de diferentes nacionalidades, estamos a dar o nosso melhor para cumprir os objetivos da empresa.
Isso tenho eu experienciado perfeitamente, durante o primeiro mês de trabalho. O meu trabalho era aprender sobre técnicas de marketing e de apoio ao cliente e como deveria desempenhar o papel de Country Marketing Manager. Isto demonstra um voto de confiança enorme visto que eu não tinha os conhecimentos necessários no início, mas acreditaram em mim e quiseram ensinar-me tudo o que precisava.É tudo sobre esforço, desejo e confiança.
No começo, tudo pode parecer difícil de alcançar e o objetivo parece estar longe, mas com ideias claras tudo é possível. Claro que nos próximos anos me vejo formada, a trabalhar e a começar uma família. Não sei onde é que o meu curso e o trabalho me irão levar, por isso é muito difícil dizer se vou ficar na Dinamarca, ou não, apesar dos benefícios óbvios que este país oferece a quem decide aqui viver, trabalhar ou estudar.
Para já, esta é uma questão que neste momento não considero importante nem prioritária. Quem sabe se não irei ficar colocada em Portugal e, então, resolva voltar às origens, algo que me agradaria bastante, confesso. Em resumo, o importante não é onde estamos, mas sim se somos felizes e se estamos a aproveitar todo o nosso potencial nesse sítio, ou não.
Autor: Sara nunes
Um objetivo claro: Dinamarca
DM
22 outubro 2017