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Terrorismo insanável de falhados e desalinhados…

Esta onda de atentados em várias cidades ocorrida em França, Alemanha e agora de novo no Reino Unido, revela a fragilidade complexa e tática da segurança dos cidadãos, alvos preferenciais das organizações separatistas, religiosas, políticas ou de etnia.

O modelo incutido por esta guerrilha de falhados e desalinhados vocaciona-se fundamentalmente para o pânico ou o medo da pessoa como réstia de rendição aos apetites ideológicos, propagando a violência psicológica, física, económica, religiosa e até, em algumas circunstâncias, a manipulação do recurso terrorista sobre a normalidade institucional.

Desde 2001, com os ataques de 11 de setembro às torres gémeas, em Nova Iorque, o período de impacto bombista na Irlanda do Norte, alastrado a outras regiões de conflito no Líbano e Palestina, Oklahoma, a descoordenação perigosa dos mísseis nucleares da Coreia do Norte, a interminável guerra na Síria e a turbulência no Médio Oriente com o Iraque instável e descambado, que o espaço europeu é um alvo expositivo de um terrorismo impiedoso, desumano e percursor proeminente da incerteza da segurança credível do bem-estar dos cidadãos. Não esqueçamos que o Reino Unido já tinha sido alvo de um atentado terrorista no metro de Londres, que causou a morte a 52 britânicos e centenas de feridos.

Recorde-se que a história da eclosão do terrorismo documenta princípios estabelecidos na conduta do terrorista antes do século XIX, nunca envolvendo pessoas inocentes no centro do conflito, principalmente poupando a vida a crianças, mulheres e idosos.

O atentado em Manchester veio reforçar o acrescido abandono de solidariedade social da comunidade europeia, devido à imperdoável prática de atos hediondos perpetrados por extremistas islâmicos, colmatando na perda de vida de 22 pessoas, na sua maioria adolescentes, danos físicos muito graves a 116 cidadãos assistidos nos hospitais e perturbações psicológicas a milhares de outros tantos que se encontravam na proximidade do local onde se realizou o concerto proporcionado pela norte-americana Ariana Grande no Manchester Arena.

A grande interrogação centra-se basicamente no que fazer para travar este medonho fenómeno de dano social e humano. Compete a cada um de nós policiar tudo o que nos rodeia e denunciar, à mínima suspeição, à autoridade local como medida de providência cautelar.

É um trabalho de vigilância e um dever de cidadania prevalecer uma aliança com as autoridades de segurança pública na erradicação do massacre terrorista em locais de pouca probabilidade de ocorrência, com maior incidência onde se regista maior fluxo presencial de pessoas.

A atual tipificação do terrorismo a que assistimos é calculista, monstruosa e cobarde. Está doseada de paranóia fora do tempo e do espaço, de um universo coeso, sereno e culturalmente desenvolvido.

Devemos adaptar um discurso de combate e destemido, capaz de eliminar definitivamente os carrascos da paz entre os povos. Assustar-nos com este asqueroso comportamento terrorista impiedoso, incrementa a submissão aos seus objetivos, jamais toleráveis ou concebíveis à luz de um mundo instruído e construído pela via do diálogo, deveres e direitos, sem misturas conceituais do cosmopolitismo e multiculturismo.

Urge erradicar o terrorismo que tem a cobertura opaca de países interessados em lançar a confusão, baralhar as ideias das pessoas e fraturar institucionalmente a União Europeia. 

Esta insana premissa terrorista de pensamentos radicais, com o uso de células suicidas, de comportamentos fluídos de assassínio de vítimas inocentes, pode ser de difícil deteção atempada e de precaver, mas acredita-se na eficácia dos governos europeus unidos pelo mesmo pensamento, encontrarem um caminho demolidor para o final brutal desta epidemia terrorista.


Autor: Albino Gonçalves
DM

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29 maio 2017