twitter

Qual é a sede da natural e borbulhante fonte dos dez mandamentos da Lei de Deus?

Cristo, o Filho de Deus, justamente considerado pelos anjos (metaforicamente) o homem mais brilhante de todos os tempos, entre toda a humanidade, brilhante no seu equilíbrio evolutivo e dinâmico, intelectual, emocional e afetivamente o mais poderoso, sintetizou, em dois, os dez mandamentos da lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao Próximo como a ti mesmo. Pelo facto de Cristo, o Verbo de Deus, os ter sintetizado, não o vamos, por isso, implicar, natural e originariamente, na sua elaboração, decretação e integração tanto na vida existencial teórica como na prática de toda a humanidade, sem exceção. A razão, a nossa companheira e amiga, oferece-nos a sua evidência, através do martelo dos seus pensamentos, da atenção, da investigação e crítica, se as nossas estruturas bio psíquicas puderem confirmar, categoricamente e sem medos, que estes sagrados mandamentos, mensagens da ôntica natureza humana, são de caráter antropológico, isto é, inerentes ao ser profundo do homem, criado pelo sábio, verdadeiro e omnipotente Deus. Todas as duras e agressivas rédeas, claras ou camufladas, introduzidas nestas leis, do exterior, tonto e desvairado, com o propósito interesseiro de desviar, de controlar e de liderar a sua enérgica e bondosa força, para si, têm de ser revistas à face da luz natural e transcendental do vital e amável ser, a ôntica natureza humana. O transcendental ser supera, sem o excluir, todo o ser existencial, manhoso, temporal, contingente e instável, que habita desvairadamente em todo o meio ambiente. O meio ambiente interno (meio bio psíquico) é constituído pelos fatores corpo e alma, intimamente unidos, integrados e reciprocamente relacionados. Relativamente ao fator corpo (o fisiológico) vamos evidenciar, sobre tudo, o sistema nervoso com toda a sua rede; quanto ao fator alma (psique) gostava de evidenciar, em todas as suas estruturas, as cognitivas, afetivas, emocionais, volitivas, determinativas, comportamentais e motivacionais (necessidades, desejos, aspirações, preferências). O transcendental ser é uno, indivisível e relacional no seu esplendoroso manto de espiritualidade corporizada. É simples, estável e eterno, criado pelo eminente e poderoso Ser Transcendente (Deus), à sua imagem e semelhança. É o ser que, pela sua límpida natureza goza, orgulhosamente, das inatas potencialidades ativas de autonomia, liberdade, responsabilidade e autoridade no controlo e guia da pessoa, sua inteligente embaixatriz, no campo temporal, a qual alcança, assim, a sua sintonização com o verdadeiro sentido da vida, com a esperança e o otimismo, a flamejarem na sua ressurreição em Deus.
O nosso transcendental ser, como relacional, é constituído, intrínseca e imanentemente, por uma constelação de valores (as relações de amor, vida, verdade, sabedoria, paz, justiça, perdão, fraternidade…), liderados pelo Bem Transcendental, na ânsia de alcançar a felicidade.
Como o Uno, o ser transcendental supera, em todas as latitudes existenciais, as fragmentações, desvios, roturas, separações, distinções e desvalorizações. Até a unidade não é poupada. Istro significa que lança, para a mesa das conversações, o baralho da universal e ditatorial democracia humanística, norma de todo o comportamento humano. Todo o exposto mostra que o ôntico ser é a sede natural e borbulhante fonte dos Dez Mandamentos.
Autor: Benjamim Araújo
DM

DM

27 dezembro 2017