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Ponto por ponto

Ponto um - Estamos a escassos dias das eleições legislativas. Para a comunicação social e para as empresas de sondagem, estas eleições não têm história e só servem para se cumprir o formulário democrático. O vencedor já está apurado há muito tempo e com maioria absoluta. É pena que a democracia se enrodilhe nestes pressupostos que convidam os eleitores a ficarem em casa ou irem de férias prolongadas, uma vez que, pensam eles, os socialistas degolaram a crise completamente, os portugueses vivem muito melhor e com os bolsos cheios de dinheiro, mesmo que seja de empréstimos e mais empréstimos bancários. Valeu a pena engendrar a aldrabice da tomada do poder pela geringonça. O país estará melhor? Mais preparado para vencer algum contratempo que possa surgir?

Se o cenário de maioria absoluta se concretizar, a pergunta coloca-se com pertinência. Será que o PS merece tal prémio e tal deferência? Vamos então fazer uma breve reflexão com dados objectivos para tentar desnudar esta eventual e “trágica” situação que pode acontecer.

Ponto dois - Em que país da Europa é que os socialistas tiveram um bom desempenho e foram eficazes no governo?

Na Grécia, o PASOK praticamente desapareceu da cena política. Hoje, é um partido residual com meia dúzia de eleitores. Na Alemanha, o SPD caminha para a insignificância, provocando o crescimento anómalo da extrema direita. Na Holanda, o partido de Dijsselbolem, viu o seu partido passar, nas últimas eleições legislativas, de 38 deputados para 9. Na Itália, os socialistas desapareceram de cena em 1994, devido à governação criminosa por corrupção de Bettino Craxi que teve que fugir para a Tunísia para escapar à tenaz da Justiça italiana. Em França, o fado é o mesmo. Os socialistas de Francois Hollande desapareceram. Hoje, não são nada. A lista poderia continuar noutros países.

Ponto três - Se continuarmos a dissertar e aprofundar a prestação governativa da esquerda extremista, basta pensar um pouco no que se passava nos países do antigo Bloco Leste sob o domínio marretado e castrador da União Soviética e o que se passa agora, quando entraram para o mundo da liberdade, do liberalismo económico e do respeito pelos direitos dos cidadãos. A Polónia, a Eslovénia, a República Checa, a Eslováquia e os países Bálticos deram saltos enormes na qualidade de vida e no desenvolvimento. Hoje são países livres, democráticos e com bons níveis de desenvolvimento social. Já ultrapassaram até Portugal no índice de rendimento per capita. Feito notável. Há uma dezena de anos, estavam muito abaixo do nosso país.

Ponto quatro - Se formos agora para a América Latina, no Brasil, Lula da Silva do PT está a cumprir pena por corrupção, assim como Fernando Haddad, ex-candidato presidencial do mesmo partido. No Equador, Rafael Correa, extremista e adepto do bolivarianismo, está preso preventivamente por suborno e corrupção. Na Venezuela, os problemas de miséria e de fome avolumam-se todos os dias, com perseguições e milícias orquestradas para causar o terror. Em Cuba, a miséria é a norma do país. Na Coreia do Norte, a ditadura comunista aperta o gorgomilo a quem tem a veleidade de sair da linha. Nem os familiares mais próximos escapam à tirania.

Ponto cinco - Em Portugal, os socialistas nas suas anteriores governações (Mário Soares, Guterres, Sócrates) deram contributos interessantes e decisivos nos rombos gigantescos da economia nacional, depauperando o futuro dos portugueses. Este partido só não desapareceu de cena ou tornou-se irrelevante, porque o dr. Costa formou uma coligação negativa, que o levou ao poder. Está a beneficiar do esforço corajoso feito por Passos Coelho, de uma conjuntura extremamente favorável a nível económico que o vai mantendo eufórico e arrogante.

No momento já se fala em nova crise e que esta se está a avolumar. Será que os sinais são de nova borrasca? Com os socialistas no poder, tudo é possível, até para confirmar o seu histórico.


Autor: Armindo Oliveira
DM

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22 setembro 2019