twitter

Palavras proféticas da Homilia de Dom José Cordeiro

«Não basta cultivar uma forma de ser pobre, chorar, passar fome ou ser perseguido para ser feliz. Há um enorme trabalho interior a realizar para a simplicidade do coração. Tenhamos, porém, a coragem da alegria e da esperança». «O essencial é o Evangelho. Só se evangeliza com o Evangelho. A pobreza é, ao mesmo tempo, fé, liberdade e leveza nos discípulos missionários. Só quem assume ser carente e pobre pode ser amigo dos pobres, reclusos, doentes, peregrinos, migrantes, refugiados, vulneráveis, indigentes e marginalizados nas periferias existenciais, sociais e geográficas. Nós somos chamados a olhar com olhos novos, com os olhos de Jesus Cristo». «O amanhã da Igreja habita sempre nas suas origens (…). Quem não tem memória não sabe lutar» (Papa Francisco). Agora, toca-nos a nós caminhar juntos para o futuro». «Só se formos ministros bons e fiéis, é que seremos verdadeiramente ministros» (Santo Agostinho). (…) «O presbitério não é a soma dos presbíteros de uma diocese. Não são os presbíteros que fazem o presbitério; é o presbitério que faz os presbíteros. Nós nascemos do mistério de Cristo. Antes de mais, a comunhão e depois a missão». (…) «Eu não sou pensável sem vós; sois os primeiros e indispensáveis colaboradores. Desejo ser vosso irmão e vosso amigo (…). Ajudai-me a ser pai e pastor». «Uma Igreja sinodal samaritana é uma igreja que escuta, olha, cuida, acompanha. (….) Não pode ser um slogan, um evento ou um ‘fazer por fazer’. É o estilo essencial do Evangelho da Esperança, que é o primado da graça na urgência de testemunhar a santidade, o rosto mais belo da Igreja». «A nossa vocação é a esperança. (….) «Deixemo-nos contagiar pela imaginação e criatividade! O estilo de Deus é proximidade, compaixão e ternura!... Este dinamismo pastoral exige uma conversão pessoal, pastoral e missionária». «Tudo na Igreja deve tornar visível e reconhecível o rosto de Cristo, a centralidade do mistério integral de Cristo. A audácia da esperança faz-nos peregrinos de novos caminhos e de novas linguagens na fidelidade criativa ao Evangelho. A Igreja existe para evangelizar (…) e precisa, não de evangelizadores tristes e desanimados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradia fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo, e são aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o reino seja anunciado e a Igreja seja implantada no meio do mundo, para mostrar os surpreendentes mistérios de Cristo, nossa Páscoa e nossa Paz». Ciente de que «o desafio é grande, a força maior é a alegria do Senhor. Tudo é dom da graça divina a viver na humildade e na paciência. Assim nos dispomos a servir o Evangelho da Esperança: na proximidade com Deus, com o sucessor de Pedro, com o colégio episcopal, com o presbitério e com o Povo santo de Deus, na compaixão e na ternura». «A eucaristia é a alegria e a esperança da nossa peregrinação. A nossa Arquidiocese é expressão da eucaristia acreditada, celebrada, adorada (o lausperene quaresmal, os congressos eucarísticos, os testemunhos da Beata Alexandrina, do P. Abílio Correia, do jovem Bernardo de Vasconcelos e muitos outros). Não nos podemos limitar a celebrar a eucaristia nem só a acreditar e adorar a eucaristia, mas a ser eucaristia viva, a partir do Domingo. A liturgia é o cume para onde converge toda a harmonia da actividade da Igreja (catequese, culto e caridade) e ao mesmo tempo a fonte da sua vida (oração, lectio divina, mistagogia, espiritualidade, conversão e testemunho. A oração é, pois, a ‘intérprete da esperança’ (S. Tomás de Aquino). «(…) o meu principal dever é o serviço da oração e da evangelização. (…) A oração litúrgica é a voz da esposa ao Esposo e é a gramática da oração e a epifania do mistério na dimensão contemplativa da vida pastoral. Peço a Deus um coração que escute os sinais dos tempos e os desafios que neles se manifestam, para ser um humilde servidor da Beleza, da Verdade, do Amor e da Alegria para vós e convosco». «A Igreja existe para evangelizar e deve reconhecer-se em estado permanente de conversão e de missão. Maria, a mulher admirável da Esperança, Senhora Mãe de Braga, nos mostre o único Mistério que nos reveste das Bem-aventuranças».
Autor: Carlos Nuno Vaz
DM

DM

19 fevereiro 2022