3. O que se passou nos últimos dias deve ajudar-nos a pensar, a reflectir e, porventura, a inflectir. O que os políticos mais nos mostraram foi a importância de ir ao encontro das pessoas. Não basta ficar à espera delas; é fundamental ir à procura delas.
4. E, justiça seja feita, nestes contactos os políticos não costumam usar de rodeios. Pelo contrário, vão logo directos ao que os traz. Não hesitam em pedir o voto. Mostram que acreditam no que os move. E não têm qualquer receio em assumir que o seu projecto é o melhor.
5. Recorrem a todos os meios disponíveis. Tanto convocam as pessoas para a rua como as visitam em casa. Nem as mais sozinhas são esquecidas. Cumprimentam, sorriem, abraçam, partilham refeições. Apresentam medidas e escutam anseios.
6. Não se dispensam de surgir nos jornais nem, como é óbvio, de recorrer às redes sociais. Além de mobilizar, esforçam-se por seduzir. Daí que tanto façam desfilar argumentos como se insinuem com presentes.
7. A resposta não vem de todos. Mas a proposta não deixa de chegar a todos. O mais sintomático é que até alguns dos mais renitentes acabam por ser convencidos. E é assim que, não obstante a abstenção, muitos votos são conquistados.
8. Dizem que os políticos só aparecem nesta altura. Mas aparecem. E nós, cristãos, quando é que aparecemos na vida das pessoas?
9. Os políticos aparecem porque algo «mexe» com eles e porque algo os dispõe a «mexer» com os outros. Não devia acontecer o mesmo connosco? Não só em alguns dias, mas em cada dia, era bom que nos vissem sair para convidar outros a vir.
10. Não temos presentes para dar. Mas temos o melhor presente para oferecer: Jesus. Se Jesus «mexe» connosco, porque é que não havemos de nos «mexer» para atrair outros para Jesus?
Autor: Pe. João António Pinheiro Teixeira
Os políticos «mexem-se». E nós, cristãos?
DM
3 outubro 2017