Sonhar é algo que acontece frequentemente e nem sempre o sonho é mau. Nas últimas décadas os portugueses foram sendo informados do sonho dos nossos políticos em ter um TGV, isto é, um comboio rápido, veloz capaz de percorrer o país a velocidades entre 200 e 300 Kmos/hora, seria o topo de gama em comboios e teríamos oportunidade de num instante chegar ao Algarve, a Vigo ou a Madrid. O sonho foi sendo esquecido porque era caro, polémico, exigia novas linhas, novas composições, manutenção e custos muito elevados e poucas paragens. Quando se supunha que o projeto estaria arquivado, surgem notícias do governo e dos políticos," ressuscitando o projeto para comboio de Alta Velocidade", embora sem referir explicitamente grandes pormenores.
Importante saber se as novas linhas são para alta velocidade passageiros e ou mercadorias? paragens a efetuar no seu percurso? trajetos? enfim um sem número de perguntas que um tal projeto merece para análise, conhecimento e informação dos cidadãos.
A pergunta mais frequente é saber onde vai passar o tal comboio e qual o custo provável de uma viagem? Sim porque já entendemos que viajar neste comboio deve ser caro, a menos que se criem bónus para alguns como já acontece nos atuais comboios Alfas Pendulares. O curioso é ser notícia e ter gerado polémica ao que parece numa Assembleia de Freguesia, em Tadim, onde é suposto o TGV ir passar. A questão gerou confusão e a oposição abandonou a sessão, por entender que o Presidente da Assembleia, o Presidente da Junta, não se entendiam a propósito das competências da cada um, pior, o órgão deliberativo, substituiu nos esclarecimentos o órgão executivo, isto é, falou e respondeu o Presidente da Assembleia em vez do Presidente da Junta.
Conclusão, "parece evidente" ninguém ficou a saber se em Tadim vai ou não passar o TGV ou a Alta Velocidade? O interesse público que deve estar presente nas reuniões e na informação, não existiu e assistiu-se apenas a um mau exemplo sobre como viver em democracia e respeitar as competências dos órgãos eleitos e da oposição. Se a notícia é verdadeira, (mereceu referência no Jornal de Notícias de 29 de Setembro de 2022),é lamentável ter vindo para a praça pública, até porque, põe em causa a competência e os valores e as pessoas, quem desempenhou idênticas funções em 40 anos de democracia com boas práticas em Tadim, mas por agora o cidadão desta terra, vai continuar sem saber, se por aqui vai mesmo circular o comboio de alta velocidade e quais as consequências no impacte ambiental. Importante para a nossa terra é sem dúvida saber que problemas vamos ter se ele passar por aqui!.
Autor: J. Carlos Queiroz
Na sua terra vai passar o TGV?
DM
9 outubro 2022