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Juiz Carlos M.L. Alexandre – Orgulho para Portugal

Notável o trabalho desenvolvido pelo Magistrado Judicial Português Juiz Carlos Alexandre, nascido a 24/3/1961 na Vila Portuguesa de Mação, Distrito de Santarém, Beira Baixa. Ribatejo, Médio Tejo. É casado e tem 2 filhos. É um dos responsáveis pelo Tribunal Central de Instrução Criminal no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Lisboa. Filho do Sr. Carteiro José Alexandre e da Srª Operária fabril da indústria de lanifícios, entretanto já reformados. Quando era criança, o Sr. Juiz Carlos Alexandre estudou na Telescola e em algumas das suas férias ajudou o Sr. Seu Pai, quer como Carteiro, quer em Obras de Construção Civil (se fosse hoje teria provavelmente o Sr. Seu Pai um processo-crime por trabalho infantil? Ironias). Licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa e ainda chegou a passar pela Polícia Judiciária Militar. Mais tarde ingressou na Magistratura Judicial, tendo estado na Comarca de Sintra antes de conseguir alcançar o Tribunal Central de Instrução Criminal ou “Ticão”. A sua infância, assumida pelo próprio como feliz, foi passada na sua Vila de Mação. Foi também Bombeiro e não esconde ser um adepto do Sporting Clube de Portugal. Na vertente mais religiosa é um Cristão-Católico muito devoto que tem especial gosto em regressar às suas origens. Participa sem falhar nas Comemorações do “Terço da Farinheira”, o qual se desenvolve pelas ruas da Vila de Mação na noite de Sexta-Feira Santa. Por volta do ano de 2015, de acordo com um estudo da TVI, foi apontado como o 20º Homem “com mais poder em Portugal”. Como Magistrado Judicial, o seu envolvimento nos mediáticos casos anti-corrupção foi sempre fundamental: Monte Branco; Operação Furacão; Caso Portucale; Processo Face Oculta; Caso BPN; Processo Remédio Santo; Operação Labirinto; Vistos Gold; ou Operação Marquês. Vejamos, presumindo a inocência: o “Monte Branco” começou no Verão de 2011, face a investigações no BPN e com os dados cruzados encontrados com a chamada “Operação Furacão”. O Ministério Público apercebeu-se que numa pequena loja de câmbios da Baixa de Lisboa vários clientes portugueses poderiam estar a branquear avultadas somas de dinheiro com a ajuda de um antigo banqueiro na Suíça. Somas essas que depois chegariam a Portugal pelo BPN de Cabo Verde. Na “Operação Furacão”, houve 143 acusações de crimes. Estava em causa uma fuga ao fisco na ordem dos 43 milhões de euros por 3 irmãos. Cerca de 36 milhões de Euros viriam a ser regularizados. Já o caso “Portucale” se relacionou com o abate ilegal de sobreiros e um suposto financiamento de partidos políticos. Já no caso “Face Oculta” soubemos há poucos dias também que o processo que deu origem ao caso começou a ser julgado em Aveiro. Este processo surgiu depois das buscas nas empresas de Manuel Godinho. Recorde-se que já antes, em finais de 2020, Paulo Penedos – meu popular colega da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, filho de José Penedos e ex-Candidato a Secretário-Geral do PS em 2001 – acabou por se entregar na Cadeia da Cidade de Coimbra para já cumprir pena de prisão efectiva no âmbito do próprio processo “Face Oculta”. No caso “BPN”, Banco de 1993, ao qual cheguei a concorrer por volta de 99, mas felizmente fui eliminado na final face a uma concorrente muito mais bonita do que eu, fala-se em lavagem e fraude fiscal no valor de milhões de euros. Escapei de boa. Caso que começou a assumir envolvimento político também como p.e. figuras do então PSD, mas também do PS. Acaba por ser integrado na CGD, como a 1ª nacionalização a ocorrer desde o PREC nos anos 70. Já o caso “Remédio Santo” se relaciona com vários indivíduos que tentaram burlar o SNS em alguns milhões de euros. E depois o labirinto do costume com os famosos “Vistos Gold” que atraíram a lavagem de mais dinheiro. Mas é a “Operação Marquês” que mais se destaca com a dream team: Sócrates, Carlos Santos Silva, Salgado, Zeinal Bava, Granadeiro, Vara, Horta e Costa, etc.. Enfim, corajoso Sr. Juiz Carlos Alexandre, Orgulho de Portugal.


Autor: Gonçalo S. de Mello Bandeira
DM

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18 fevereiro 2022