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Guerra de tronos

Numa primeira parte como há muito não víamos no Municipal de Braga, os guerreiros foram mesmo guerreiros e, não fosse a infelicidade de Pedro Santos na marcação do penálti, o FC Porto podia ter ido para o intervalo com uma grande dor de cabeça. Assim, foi apenas acabrunhado e voltou na segunda parte a querer mostrar que pode ser campeão. 

A partida terminou empatada. Não foi bom para nenhuma das equipas. O Porto perde dois pontos para o Benfica, o Braga perde dois pontos para o Vitória de Guimarães. Nos lugares cimeiros vamos ter luta até ao fim. O mesmo se aplica para o quarto e quinto classificado. A luta vai travar-se no Minho, com clara vantagem para a equipa vitoriana neste momento.

E enquanto o jogo decorria em campo, nas bancadas decorria outro tipo de jogo. Pinto da Costa foi o que costuma ser muitas vezes, desrespeitoso, e abandonou o lugar ao lado do presidente do Sporting de Braga porque um membro do Governo festejou o golo dos bracarenses naquilo que ele considerou ser uma forma excessiva de comemoração. Diz-se que a idade traz sabedoria. Pelos vistos não, nem sabedoria, nem educação.

A falta de educação do presidente portista alastrou-se ao banco dos azuis e brancos com Luís Gonçalves, diretor da SAD do Porto, a ameaçar a equipa de arbitragem ao intervalo e no fim do jogo, coadjuvado por Rui Lowden, team manager dos dragões que teve de ser agarrado. Pressão, dirão vocês, esta malta está sob pressão. Pressão, direi eu, esta malta habitou-se a fazer pressão, a pagar apenas uma multa e seguir.

E porque o exemplo vem de cima mas alastra-se sempre para baixo, falemos de Super Dragões que, antecipando o domingo em que Cristo ressuscita, resolveram fazer o milagre da ressurreição dos dragões que encarnaram em moçoilos criminosos que cuspiram literalmente fogo sobre uma das bancadas do estádio, depois de milagrosamente terem conseguido fazer chuva de cadeiras.

Saíram impunes, como saem sempre, crucificados apenas com uma multa que o clube pagará, apesar dos vídeos que correm na internet feitos por eles próprios a mostrar quem manda. E não, no que diz respeito a claques eles não são caso único.

E sim, a claque do Benfica, num jogo de andebol, entoou um “foi no Jamor que o lagarto ardeu”, e sim, a claque do Sporting cantou “onde está o Eusébio” num jogo de futsal e sim, deve haver exemplos de dezenas de outros casos noutras claques, incluindo nas do meu próprio clube.

Ainda não vi foi ninguém tomar providências. Porque os energúmenos estão identificados. Todos vimos imagens deles. 


Autor: Ana Pereira
DM

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20 abril 2017