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Festas, festanças, festarolas

Vivemos em sociedade e gostamos de conviver. É uma expansão natural para tornar a vida menos pesada e mais agradável. Há festas mais ou menos esplendorosas por todo o território nacional durante o ano que geram alegria, amizade e satisfação. São festas de diversa índole, mas as mais importantes são as de natureza religiosa, que têm como objetivo principal honrar um santo. Para além dos atos de culto incluem, normalmente, atos de recreação musical, bandas filarmónicas, bandas ligeiras, folclóricas, etc. Considero estas festas as mais relevantes pela arte, beleza e prazer que provocam nos assistentes. Têm um tempo predominante, que é o estival, desde junho até ao fim de setembro. Por outro lado, há programas festivos durante todo o ano, nos fins de semana, ligados a canais de televisão, concretamente RTP1 e TVI. Têm bastante expansão devido à emissão televisiva. Esses programas, de modo geral, deixam muito a desejar, devido ao constante apelo aos telespectadores para concorrerem a um sorteio final. Causa enfado a insistência desse apelo enviesado e estafado. Mas há outro aspeto censurável: a música ligeira com intérpretes ousados e provocadores, na letra e no vestir, sem respeito nenhum pela moral, decência e dignidade. Moçoilas bailarinas sem recato físico. Letra da música provocante. Satisfazem o público? Entendo que não. Só na dignidade e honra é que os efeitos são positivos e satisfatórios. Os seres humanos não são só matéria: são alma e corpo. Há, no entanto, intervenções dignas de apreço, sobretudo as que estão ligadas ao folclore nacional. Para além deste mundo festivo, um novo evento surge a nível local e até mundial: o Carnaval. São várias as terras que o realizam com enorme expressão. Tem o seu interesse, sobretudo pelo ridículo e humor. Dizem as verdades com colorido e excesso. Há regiões com tradição que atraem multidões para ver e admirar os foliões e as caravanas. Ajudam o comércio local, sobretudo através da comida e da bebida. O Carnaval tem o efeito de amenizar a vida das pessoas do peso do trabalho e dos problemas pessoais. É justo as pessoas recrearem-se e viverem a vida com alegria, mormente em dias de folga e de festa. Depois é voltar ao trabalho com mais força e preparar-se para viver a Quaresma com sacrifício e penitência. “A vida são dois dias”. Devemos vivê-la com amor, coragem e confiança. De mãos dadas e olhos para o Alto.
Autor: Manuel Fonseca
DM

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9 fevereiro 2018