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Uma vez mais, Lamego «veste-se» de festa em honra da Sua Padroeira, Aquela que nos acompanha a vida inteira.Há quase quatro séculos – com segurança o podemos dizer –assim costuma ser.
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AFesta que nos faz movercá em baixo começa a comover-noslá em cima, onde «mora» a nossa Mãe.É uma festa toda bela porque é «em honra» d’Ela, da nossa Mãe, Nossa Senhora dos Remédios.
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Aliás, o que torna Lamego singular é o que lá em cima tem para mostrar.Esta seria sempre uma cidade carregada de história e de beleza. Mas tal beleza não avultaria tanto sem essa fonte de encanto que dá pelo nome de Nossa Senhora dos Remédios.
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Sendo festas com uma exuberante policromia de expressões, é Ela que polariza o palpitar dos nossos corações.Mas as festas não são só da cidade. Elas são do país e de toda a humanidade.
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De facto, as festas e o Santuário já são património de toda a humanidade.É na humanidade que está o Santuário. E é de toda a humanidade que ao Santuário acorrem – de diferentes destinos –milhares e milhares de peregrinos.
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Alguém duvidará de que estamos perante um destacado património da humanidade? Só falta estar formalmente declarado. Mas, apesar de tal estatuto não estar declarado, basta olhar para a gente que para aqui vem de todo o lado. Mais importante do que a declaração como património da humanidade não será a fruição – por parte de tantos – de tão assombroso património oferecido a toda a humanidade?
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Neste lugar, são muitas as peregrinações. E a nossa Mãe toca em todos os corações. Muitas lágrimas aqui são vertidas. São as confidências de tantas – e tão sofridas – vidas. Há dores que só junto da Mãe se partilham. E é perto d’Ela que as esperanças de cura cintilam.
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Nossa Senhora dos Remédios é a nossa «Primeira Dama». É Ela quem mais gente para aqui chama. Pelos degraus do Escadório e pelo Parque Florestal, não deixemos de celebrar a Mãe nesta época sem igual.
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Mas não esqueçamos que, nos outros dias, Nossa Senhora também espera por nós. Visitemo-La e, no nosso coração, escutemos a Sua voz.
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Depois de a festa terminar, Ela, a Mãe, por todos nós continua a esperar. No Santuário, em cada dia, é sempre tempo de romaria.Que este seja um tempo de paz e união. E que, à volta da Mãe, formemos um único coração!
Autor: Pe. João António Pinheiro Teixeira