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E já passaram 7 anos!

Foram 7 anos diferentes e de um novo conceito de gestão e afirmação da cidade.

De facto se há algo que a atual gestão municipal conseguiu – com o cunho muito forte do Presidente – foi o de considerar Braga e o seu crescimento com uma componente imaterial muito forte, Braga como uma comunidade de valor, uma polis com sentimentos e valores comuns, reunidos num sabor coletivo em relação ao qual cada um considera que é sua pertença.

Nos dias de hoje, olhar para uma gestão municipal apenas como obra física, com betão, cimento e asfalto é algo de ultrapassado e fora do nosso tempo.

Estamos em épocas de vacas magras, muito mais esqueléticas do que alguma vez foram no passado, agravadas com o forte condicionamento das nossas verbas municipais derivadas de erros crassos de gestão pública anteriores, como foi o caso da obra do estádio municipal ou nos pisos sintéticos e que condicionam a maior parte da verba que deveria servir para outras prioritárias necessidades municipais.

Aliás o último mandato da gestão socialista – já marcada com a necessidade de financiamento do estádio municipal e do piso sintéticos – não teve praticamente obra física, exceto uns paus no Picoto a fingir que se tinha feito um forte investimento.

Apesar disto Braga viu surgir neste mandato modernos equipamentos municipais de elevada qualidade quer no seu meio mais urbano, quer nas suas freguesias mais rurais.

Aliás, as excelentes obras deste mandato são a extrapolação física do reconhecimento desta ideia de gestão municipal. Ninguém as pode considerar eleitoralistas, uma vez que foram inauguradas em data longe das eleições, contrariamente ao que acontecia no passado.

Hoje em dia a gestão municipal são apoios sociais, a dinamização da cultura, a proteção ao ambiente, o apoio à atividade económica, ao desporto, à revitalização das escolas, ao turismo, à mobilidade, ao apoio ao comércio, ao permanente diálogo com os eleitores, ao combate sem tréguas à corrupção, à dignidade de funcionamento dos órgãos municipais, ao respeito com a oposição, à qualidade nos bairros sociais, a boa gestão das empresas municipais que tanto têm de servir a população, como o têm de o fazer com eficiência, sem esquecer o imperioso dever de boa gestão dos dinheiros municipais e a afirmação de Braga no mundo.

A excelente prestação da Câmara Municipal no combate ao COVID-19 diz bem o que é o exercício da gestão municipal nos tempos de hoje.

Ainda há muito, obviamente, a aperfeiçoar. Desde logo o funcionamento célere dos serviços municipais, a arborização do concelho, alguma estética que a cidade tem de vir a ter como a regeneração da Avenida Central, túneis bem pintados e com arranjo, rotundas mais decorativas, a cidade mais florida, estando cada espaço público municipal, por mais pequeno que seja, bem arranjado.

A comunicação é importante de modo a população perceber o que se pretende com medidas e opções municipais que muitas vezes são aproveitadas por alguns deturpadores para os seus propósitos. É o caso do exemplo do corte de árvores. Ninguém gosta de as cortar, mas o seu corte é imprescindível quando sofrem de patologias incuráveis que levem à sua podridão ou afetam a segurança das pessoas e bens. Já bastou a tragédia da Madeira que ocorreu por não ter sido abatida uma enganadora frondosa árvore cuja queda acarretou a morte de muita gente.

O corte de alguma árvore é facilmente compreendido pela população desde que seja explicado previamente o motivo pelo qual foi feito.

Eleitoralmente, nas próximas eleições, não se pode exigir muito mais do que a manutenção do estado atual. Convém lembrar que esta coligação reforçou o número de deputados municipais, elegeu mais um vereador, aumentou a vitória nas juntas de freguesia, numa clara demonstração de apoio da população quando o mandato anterior até teve um número de obras inferior a este.

Eu percebi, em época de campanha eleitoral, a dimensão da vitória quando uma senhora, com as mãos cheias de sacos, parou, curvada pelo peso, olhou fixamente Ricardo Rio nos olhos e disse, convictamente, antes de prosseguir o seu caminho: “O senhor tem lutado pela cidade como ninguém”.

Assim há que continuar porque Braga necessita ainda de, pelo menos, mais 17 anos de gestão municipal equivalentes a estes últimos 7 anos.


Autor: Joaquim Barbosa
DM

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30 setembro 2020