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Desporto à Braz

O passado domingo foi um dia glorioso para o Desporto nacional. O SC Braga, no atletismo, conquistou uma extraordinária medalha de prata na estafeta mista na Taça dos Clubes Campeões Europeus de Corta-mato, o futsal conquistou o bicampeonato da Europa, na Holanda, e o João Sousa regressou aos palcos gloriosos do ténis, vencendo um torneio na India (Pune). O tenista vimaranense, nestes últimos tempos, sofreu uma grave lesão, passou um tempo de amargura, desceu na lista da alta roda desta dificílima modalidade, e este foi o culminar de um percurso duro de recuperação - física, mental, emocional, competitiva. Fiquei mesmo feliz, por assistir à emoção, à felicidade do atleta perante a compensação de voltar aos sucessos desportivos, pela recompensa do trabalho, da superação. O jogo desta final representou na integra o que lhe aconteceu nestes últimos dois anos: quase a perder, lutou com todas as suas forças, deu a volta à situação e venceu. Esta vitória representa a superação perante a adversidade, mas na verdade, também representa uma nova oportunidade de estar de volta aos maiores palcos do circuito profissional, visto que, o tenista reentrou para o “grupo dos 100” do Ranking ATP. Vitória marcante e extraordinária do vimaranense. No entanto, gloriosa foi a vitória do futsal de Portugal no Campeonato da Europa, escrevendo mais uma página dourada da história da modalidade: o bicampeonato europeu, a juntar ao título mundial. Amesterdão foi o cenário de um feito, enervante, mas épico, dos comandados de Jorge Braz. Portugal aplicou a mesma receita dos jogos anteriores, entrou a perder, deu a volta, venceu com garra e muito mérito. Numa equipa que se identifica uma entrega total, de um grupo coeso e uma liderança forte, Zicky, André Sousa, Pany, André Coelho e Tomás Paçó, tiveram um papel fundamental no êxito coletivo. Obviamente, que a capacidade organizativa e dinâmica de investimento da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tem também uma fortíssima influência nestes resultados. O Presidente (Fernando Gomes) e o Diretor Executivo (Pedro Dias) têm muito mérito na criação desta cultura de vitória e de excelência. Aliás, este título europeu é o 14º título internacional que esta equipa diretiva juntou na sua vigência. Jorge Braz, recebeu os mais carregados elogios na gestão desportiva do grupo, mas também na sua capacidade de gestão humanista e emocional. A palavra “família” é muito forte, nos elos que cria, e eventualmente foi a mais proferida na hora do festejo, e isso reflete a alma deste grupo. Esta capacidade aglutinadora pode dar muitas vitórias, mas acima de tudo carrega uma união inabalável, fosse qual fosse o resultado final. A capacidade de trabalho, de ambição, de entrega, de paixão do staff técnico, associada à liderança, inteligência emocional e à organização estratégica do timoneiro desta “família”, traduzem uma receita que nos deu – e vai dar – umas vitórias saborosas. A forma como este título foi conquistado, a par da vitória do João Sousa, são páginas inspiradoras, não só pela vitória, mas pela forma como escreveram as palavras: talento, desportivismo, perseverança, crença, orgulho, excelência.
Autor: Carlos Dias
DM

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11 fevereiro 2022