twitter

Contas à vida

Todos os anos o Estado planeia o que vai fazer com o dinheiro dos nossos impostos, o mesmo sucedendo nas empresas e mesmo nas famílias, quando têm de gerir as suas despesas, rendimentos ou investimentos. No final do ano, e mesmo mensalmente, cada um pode e deve fazer contas à vida, se possível para corrigir rumos ou evitar endividamentos. Com frequência se diz que aquela empresa ou instituição estão sustentáveis, significando isso estabilidade e alguma solidez no momento. Ora, de repente, podem surgir imponderáveis, situações ou ocorrências que contribuem para a instabilidade ou mesmo falência da empresa ou instituição. Talvez por isso, as palavras prudência, sensibilidade e sensatez, devam estar presentes nas atitudes, nos comportamentos e exigências de cada um. Na verdade, nem sempre exigir é um bom sinal, da mesma forma que quem promete ou assume, sempre deverá cumprir. Um contrato é um bom exemplo para refletir sobre obrigações a cumprir, nomeadamente, quando na causa da obrigação esteja alguém que não um dos contratantes, alguém que decidiu ou vinculou uma empresa ou instituição. Por certo, estas questões, sendo embora sociais, pertencem ao direito e aqui a última palavra será do Tribunal. Importa, pois, caminhar bem, fazendo contas à vida… num tempo em que abundam os sinais de precariedade, de incerteza e de reivindicação. Dizem alguns economistas, políticos e gestores que a economia é o motor do progresso, da riqueza e do emprego, a melhor forma de combater a pobreza, o garante da estabilidade e paz social. Parece por demais evidente, que fazer contas à vida é um dever de todos nós, uma obrigação moral e social, uma preocupação de governantes e governados, de empresários e de trabalhadores. É que exigir pode nem ser um direito, mas antes e apenas um abuso de direito...
Autor: J. Carlos Queiroz
DM

DM

13 fevereiro 2019