Num passado recente o meio ambiente era considerado apenas como uma fonte inesgotável de recursos naturais. O ser humano era considerado noutra posição e com direitos superiores a todos os demais seres vivos que coabitam no nosso planeta.
Segundo as definições existentes atuais, o meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não vivas que existem na Terra. Afeta os ecossistemas e a vida dos seres que vivem nela. É o conjunto de condições, leis, influências e infraestruturas de ordem física, química e biológicaque permitem abrigar e reger a vida em todas as suas formas.
Felizmente, hoje, o meio ambiente é concebido como um espaço da vida. É definido como tudo o que permite coabitar neste planeta e não apenas a vida do ser humano.
A questão ambiental tem merecido grande destaque no contexto internacional, inserindo-se nos principais objetivos de preocupação mundial. O conceito de desenvolvimento sustentável teve sua consagração como um direito humano na Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento adotado pela Organização das Nações Unidas, em 1986. Este princípio significa a procura do desenvolvimento socioeconómico sem destruição ambiental.
O desenvolvimento económico e social, imprescindível à nossa evolução, foi muitas vezes alcançado à custa da degradação dos recursos naturais, gerando perda de qualidade de vida e pondo em risco a própria sobrevivência humana. Situações graves como a contaminação de água, a transformação de rios em corredores de esgotos a céu aberto, as chuvas ácidas, a destruição da vegetação natural, servem para dimensionar o problema, ao mesmo tempo que evidenciam a quase total ineficácia passada dos mecanismos existentes destinados a evitar a degradação ambiental.
Estranho um pouco que muitos países ricos, que se desenvolveram à custa da degradação ambiental e não pensaram nunca na sua recuperação, exigem agora de uma forma bem vincada a contenção desse processo de degradação do meio ambiente por parte dos países em desenvolvimento e dos países pobres. Estes, por sua vez, alegam não ter meios financeiros suficientes que permitam a preservação do meio ambiente face às necessidades socioeconómicas das respetivas sociedades.
Mas o que precisará mais a Mãe Natureza fazer para nos convencer que estamos a destruir o nosso meio ambiente e o nosso planeta?
A nossa consciência ambiental exige compreender o meio ambiente em que vivemos, as ações realizadas em relação ao mesmo, os impactos causados a curto, médio e longo prazos. Esta consciência só se torna completa, porém, quando a perceção se amplia a ponto de se perceber não apenas a nossa “própria” casa, mas todo o planeta, como o ambiente em questão.
E como gosto muito de viver e espero que muitas gerações seguintes também tenham essa oportunidade (como deve ser o caso de todos os leitores), precisamos cuidar “urgentemente” de tudo o que nos rodeia, nomeadamente o meio ambiente, a natureza, as árvores, os animais, a água, os seres vivos, o nosso céu... Amanhã, pode ser tarde demais!
Autor: Ricardo Sousa
Consciência ambiental
DM
11 abril 2018