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Estes tempos de pandemia estão a reactivar o valor das tecnologias. É, no entanto, fundamental partir de uma ressalva.
As tecnologias são um magnífico instrumento para divulgar e transmitir, mas não para sobrepor ou substituir.
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Os recursos tecnológicos podem exercer uma benfazeja função subsidiária na Pastoral; não devem, contudo, ser usados para subestimar a Pastoral.
Tal como ver comer não é o mesmo que comer, assim também visualizar a Pastoral não é o mesmo que participar na Pastoral.
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Num mundo cada vez mais digital, a Igreja não pode ignorar as suas potencialidades nem minimizar os seus riscos.
Não há dúvida, contudo, de que as tecnologias podem ser um prestimoso recurso para a evangelização. No fundo, também é possível «cristoviver» neste novo espaço.
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As tecnologias devem estar em função do Evangelho; não é o Evangelho que há-de estar em função das tecnologias.
Os extremos devem ser, pois, evitados: nem uso imoderado nem rejeição preconceituosa.
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Não é recomendável que se recorra ao digital como se a comunidade eclesial se transubstanciasse em mais uma comunidade virtual.
Às vezes, dá a impressão de que o «ámen» é trocado por uma interminável sucessão de «likes».
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Importa compreender que há — ou deve haver — vida para lá da «net», do «youtube», do «facebook» e do «twitter».
Não podemos apostar tudo nestes meios, mas temos de perceber que eles emergem como um activo precioso para a missão. É cada vez mais necessário trabalhar em rede, mas não só através das redes sociais.
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Muitos destes meios podem funcionar como novos «sinos», convocando as pessoas para celebrações e outras actividades.
Estes novos «sinos» chegam mais longe que os antigos sinos. Como indica a própria palavra, «sino» é «sinal» («signum»). Neste caso, trata-se de um sinal para agregar, para reunir, para juntar.
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Os sinos clássicos não pararam a tocar, mas nem todos por eles se deixam mover. Temos, por isso, de usar outros signos e de investir em novos sinos.
Há que recorrer às «sms», à «net», ao «facebook», ao «youtube, ao «twitter», etc.
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É preciso fazer soar estas ferramentas, se possível de forma personalizada. É que uma mensagem impessoal não cativa.
Os novos «sinos» digitais levam certamente as propostas e as mensagens muito mais longe. E podem motivar pessoas que, de tão acostumadas aos antigos sinos, já nem sequer os ouvem.
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Os novos «sinos» mobilizam mais gente e de uma forma muito mais acelerada.
Será lícito desperdiçá-los?
Autor: Pe. João António Pinheiro Teixeira