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A Rainha D. Estefânia

Sempre gostei de conhecer personalidades importantes da nossa história portuguesa.Uma dessas personalidades foi a Rainha D. Estefânia.

Ficou-me na memória quando me desloquei, há anos, à rua D. Estefânia, da cidade do Porto, para contactar um organismo estatal aí localizado.

Há dias, o nome da Rainha surgiu na TV a propósito do concurso Brainstorm, em que surgem perguntas sobre os mais variados temas. E nasceu-me o desejo de conhecer e divulgar alguns traços biográficos dessa personalidade. Eis a razão deste breve artigo.

D. Estefânia Josefina nasceu em Sigmaringen, Alemanha, a 15 de julho de 1837 e faleceu em Lisboa a 17 de julho de 1859, com 22 anos de idade.

Foram seus pais o Príncipe Hohenzollern, Carlos António e Josefina Luísa, filha do grão-duque, Carlos Frederico.

D. Estefânia viveu em Sigmaringen até 1849, ano em que rebentaram na Alemanha motins demagógicos, resultantes da propaganda revolucionária francesa. Nesse ano, seu pai transferiu a família para Basileia, na Suíça, onde esteve até 1852. Nesta data, D. Estefânia foi residir para Dusseldorf, visto o seu pai ter sido nomeado tenente-general do exército prussiano.

Em 1857 tratava o governo português de escolher esposa para D. Pedro V, e foi lembrado o nome da princesa D. Estefânia, que tinha exatamente a mesma idade do jovem soberano. A 8 de julho desse ano foi a princesa informada do noivo que lhe destinavam. A 20 de outubro foi pedida em casamento condicionalmente e a 15 de dezembro fez-se o pedido oficial, celebrando-se logo grandes festejos.

Em fevereiro de 1858, a Princesa partiu para Berlim, onde foi celebrado o casamento por procuração na igreja católica de Santa Hedviges, sendo o noivo representado pelo príncipe Leopoldo, irmão da noiva.

No dia 4 de maio seguiu para Bruxelas, e no dia 5 partiu para Ostende, onde a esperava o vapor Mindelo em que devia embarcar, o qual era acompanhado pela corveta Bartolomeu Dias e por dois iates ingleses.

A esquadrilha seguiu para Dover, e a princesa demorou-se quatro dias em Londres com a Rainha Vitória. A 11 de maio embarcou na Bartolomeu Dias, rumo a Lisboa, aonde chegou a 17. No dia seguinte teve lugar a cerimónia de casamento na igreja de São Domingos, pelo cardeal D. Guilherme I.

O 18 de maio foi um formoso dia de primavera, que contribuiu muito para o brilhantismo das festas. As ruas por onde seguia o cortejo do Terreiro do Paço à igreja de São Domingos, e depois até ao Palácio das Necessidades, viam-se apinhadas de povo, que soltava sinceros entusiásticos vivas aos régios desposados. Muitos estrangeiros vieram a Lisboa assistir aos festejos e das províncias também concorreu muita gente.

Toda esta alegria, porém, foi efémera, porque a 8 de julho do ano seguinte, estando a Rainha em Vendas Novas, sentiu um incómodo de garganta, que não tardou a agravar-se. “Os médicos classificaram a doença de angina diftérica, e essa angina tomou logo um caráter assustador.

Efetivamente, nove dias depois sucumbia a Rainha D. Estefânia, contando apenas 22 anos de idade, causando a mais dolorosa mágoa, porque todos a estremeciam e respeitavam. Um ano depois, e em cumprimento dos desejos manifestados pela finada, D. Pedro V fundou o Hospital Estefânia, na quinta da Bemposta”.

Neste mundo nada é estável e seguro. É semelhante ao sol que nasce radioso ao amanhecer e agoniza e se esconde ao anoitecer.

Nota: notas tiradas da enciclopédia Wikipédia.


Autor: Manuel Fonseca
DM

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23 março 2018