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A Bicicleta e a Liberdade

A ideia da bicicleta como símbolo de liberdade e desenvolvimento, tem talvez o seu expoente máximo, no filme “Ladrões de Bicicletas”. de Vittorio De Sica. O filme, de 1948, retrata a situação de desemprego de muitos italianos no pós-2.ª Guerra Mundial, na figura de um personagem que consegue um emprego como colador de cartazes, mas para o qual precisava de uma bicicleta. Para a comprar, penhorou a sua casa e os seus objetos, e o filme desenvolve-se a partir do momento em que ela é roubada, sendo procurada por toda a Roma. 

Também, os movimentos sufragistas nos Estados Unidos e em Inglaterra elegeram a bicicleta como símbolo da emancipação da mulher. As palavras de Susan B Anthony, uma das lideres sufragistas americanas em 1896, são disso mesmo elucidativas: “Penso que a bicicleta fez mais pela emancipação da mulher que outro qualquer objeto no mundo. Regozijo-me sempre que vejo uma mulher de bicicleta”. De facto, a bicicleta é uma excelente metáfora para muitos sonhos que acompanham a nossa sociedade contemporânea: o movimento de uma bicicleta depende apenas do esforço que cada individuo põe nela, partindo sempre do mesmo ponto de partida, efetuando um movimento que deverá ser permanente e equilibrado.

Nos dias de hoje a bicicleta deverá ser encarada como símbolo de democratização das nossas cidades, resgatando o espaço público da dependência do automóvel.

 

Autor: José Gusman Barbosa
DM

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29 abril 2017