1 - Sempre advoguei, e a experiência da vida tem-me confirmado, que o futuro de todo o homem deve ser programado com base no passado e no presente, para ser-se eficaz, para haver menos hipóteses de erro.
Nessa acção, nesse trabalho, nesse programar o futuro existe ainda um dom indispensável ao programar: a realidade e sobretudo a humildade.
Por isso afirmou muito bem Thomas Elliot: “a única sabedoria que podemos esperar e confiar é a sabedoria da humildade”.
Tem-me ensinado a vida que o tempo é demasiado importante para se desperdiçar. Na verdade, já não estou na idade de estudar nada. Agora, os outros que me estudem se valer apena e, se o que digo e escrevo, merecer.
Tem de haver tempo para fazer-se algo que a sociedade acolha, admire e beneficie. Nos Estados Unidos da América sempre se dirigiu a pergunta aos mais distraídos, aos indiferentes: “que fazes ou o que tens feito pela América?”
O que o homem tem e o que vê foi-lhe dado para usufruir, estimar e distribuir sem nunca ter o direito de esconder, de sonegar.
As palavras são indispensáveis na vida, para, conjuntamente com os outros programar-bem e com todo o êxito possível.
As oportunidades são outro acontecimento a ter em conta, a defender, a explorar e a tirar as devidas vantagens para o homem e para a comunidade. Desse modo, o futuro tem muitos nomes: para os fracos é o inalcançável, para os temerosos, o desconhecido e, para os sábios é a oportunidade.
Quem tem dificuldade em programar a vida, as coisas e é pobre em palavras, em tempo, e se nunca vê as oportunidades, nunca será autónomo e livre.
Nesta azáfama da vida, no tempo curto que se sente, neste odor que se respira de que quem chegar atrasado fica derrotado, não podem ser idosos os líderes, uma vez que em tudo, para eles, o limite de velocidade deixou de ser problema. Há excepções, pois claro, e se nem todos servem para tudo, todos servem para alguma coisa.
Aos responsáveis ou líderes de qualquer trabalho, acção, entre outros, importa ter noção das competências e capacidades. Nunca desvalorizar; debilitar, dispersar ou dispensar ninguém; ser sério com todos e convencerem-se que a qualquer momento na vida do homem, das vilas ou cidades, muito pode ter de ser alterado.
Assim, pelo que se pensa e se expõe, concluir-se-á que tanto na religião, na política, no desporto, como em tudo, só têm sucesso os que acreditam, os que bem programam e os que conhecem o caminho para a meta.
2 - Nascido o ser humano, ele passa a fazer parte do Planeta e nele, materialmente acabará. E até atingir a idade adulta, pode afirmar-se que vive e progride na primeira lição da vida a viver.
Após tal vivência, de forma consciente, constante, entra na última lição até ao final da existência. Assim se conclui que, para todo o sempre, será o homem professor e aluno da vida. Terá oportunidade de projectar, de sonhar, de ter sucessos e derrotas, uma vez que tudo faz parte dos “altos e baixos” de cada um.
Na vida de cada homem é importante possuir cultura, ser sábio e nunca se deixar “embrulhar” pelas ondas da mentira, deturpações, falsos ideais e nunca ser “músico de ouvido”, uma vez que depois se pode apresentar afinado como dissonante.
É imperioso, indispensável, estudar os livros que poderão ser “o pão” que têm de alimentar o carácter, a dignidade, a competência e, sobretudo, sentir-se no coração de Deus e feliz à volta dos homens.
Qualquer professor ou aluno da segunda fase (vida adulta), deve conhecer os seus limites: que a Natureza a Deus pertence e que tudo continuará a renovar-se sem sua acção directa. Logo, ambos sabem, têm de saber e aceitar que ninguém é insubstituível.
Todo o homem, rico ou pobre, muito inteligente ou não, tem de aceitar lutar contra guerras, guerrinhas ou guerrilhadas, uma vez que estas são sinónimo do mal e de alguém que se demitiu, que viu insignificância nos outros, entre outros defeitos.
Todo o homem tem obrigação de ser sério e feliz, porque ser feliz também é usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade, usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas à vida e à aceitação da vontade do Criador.
Todos homens devem ser bons professores e bons alunos. Não sendo cairão na falência.